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Ponta Grossa

Secretária detalha desassoreamento do Lago de Olarias; confira

A secretária de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Carla Martins Kritski, esteve nos estúdios do portal BnT! Online para comentar os detalhes das obras de desassoreamento do Lago de Olarias, iniciadas nesta semana pela Prefeitura. A intervenção tem como objetivo retirar cerca de 70 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados ao longo do tempo, melhorando […]

secretaria de meio ambiente pg
Foto: Maurício Peracetta/BnT
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A secretária de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Carla Martins Kritski, esteve nos estúdios do portal BnT! Online para comentar os detalhes das obras de desassoreamento do Lago de Olarias, iniciadas nesta semana pela Prefeitura. A intervenção tem como objetivo retirar cerca de 70 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados ao longo do tempo, melhorando a capacidade de drenagem do reservatório e contribuindo para a recuperação ambiental de uma das principais áreas de lazer da cidade.

Durante a entrevista, a secretária explicou que o trabalho será realizado com equipes e equipamentos próprios do Município, incluindo retroescavadeiras e caminhões da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A ação busca restabelecer as condições hidráulicas do lago e preservar o equilíbrio ambiental do espaço, que também desempenha papel importante na contenção de águas da chuva na região.

Leia também: Desassoreamento do Lago de Olarias começa em Ponta Grossa e deve retirar 70 mil m³ de sedimentos

Desassoreamento 

Segundo Carla Kritski, o desassoreamento consiste na retirada de sedimentos acumulados no fundo do lago ao longo dos anos. “Esse material é composto por terra, areia, pedras e outros sedimentos que são carregados pelas chuvas e acabam sendo depositados no reservatório. Esse fenômeno é natural em lagos de contenção, mas quando o acúmulo se torna excessivo ele compromete a qualidade da água e a função hidráulica do lago”, explicou.

De acordo com a secretária, a presença desses sedimentos reduz o espaço ocupado pela água e pode afetar diretamente a capacidade de retenção do lago, aumentando riscos de alagamentos em períodos de chuva intensa. Além disso, o acúmulo também interfere no equilíbrio ambiental do local, prejudicando a biodiversidade aquática. “Esse material ocupa o lugar da água e afeta a oxigenação, a qualidade da água e até a drenagem das galerias que fazem parte do sistema do lago”, afirmou.

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Execução da obra em quatro etapas

A execução da obra foi planejada em quatro etapas. A fase inicial consiste na drenagem gradual do lago, realizada por meio da abertura do vertedouro para permitir o escoamento controlado da água. Esse processo, segundo a secretária, foi adotado para reduzir impactos ambientais e garantir a proteção da fauna que habita o local, especialmente os peixes.

Durante essa etapa, equipes da secretaria também fazem o monitoramento da ictiofauna. Os peixes são conduzidos naturalmente com o fluxo da água em direção ao rio, enquanto aqueles que ficam retidos em áreas de lama ou sedimento são retirados pelas equipes. Paralelamente, máquinas iniciaram a abertura de caminhos de serviço para permitir o acesso dos equipamentos que irão retirar o material após a secagem do lodo.

Ampliação da capacidade hidráulica

A expectativa é que a retirada dos sedimentos amplie a capacidade hidráulica do Lago de Olarias e contribua para melhorar a qualidade ambiental do parque. “Com mais água e melhor oxigenação, a tendência é que aumente a biodiversidade, atraindo mais espécies de peixes, aves e outros animais que utilizam o lago como habitat”, destacou a secretária.

Carla Kritski também explicou que parte do material retirado será reaproveitada em outras obras ambientais do município, como na estruturação do Lago 2. Segundo ela, análises realizadas anteriormente indicaram que o sedimento possui características adequadas para uso em bases de obras, respeitando todas as condicionantes ambientais estabelecidas pelo órgão estadual.

Trecho interditado

A obra tem previsão de duração de aproximadamente oito meses. Durante esse período, um pequeno trecho da pista de caminhada do parque ficará interditado, próximo à base da Guarda Municipal, com opção de desvio pela ciclofaixa. “O lago ficará vazio por um período, o que pode alterar temporariamente o visual do parque, mas é uma intervenção necessária para garantir a preservação e o funcionamento adequado do sistema de drenagem”, concluiu a secretária.

Confira a entrevista na íntegra aqui:

Yuri Silva
Autoria
Yuri Silva
Sou formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sou jornalista do portal BnT. Possuo aptidão em comunicação textual, verbal e afins. Possuo um apreço especial pelo jornalismo esportivo. Faço parte da equipe do BnT Esporte Clube.
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