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Segredos arquitetônicos de igreja icônica da Bahia

A Igreja do Senhor do Bonfim, um dos símbolos mais icônicos da Bahia, foi construída em meados do século 18 e guarda uma rica história ligada à devoção religiosa e à arquitetura portuguesa. Sua estrutura, com fachada rococó e torres revestidas por azulejos amarelos, segue os padrões das igrejas de Portugal. A construção, concluída em 1772, foi financiada pela comunidade local e não pela Coroa Portuguesa.

Segredos arquitetônicos de igreja icônica da Bahia
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Uma devoção que atravessou o oceano

A história da Igreja do Senhor do Bonfim começa com o navegador português Teodósio Rodrigues de Faria. Ele trouxe a devoção ao Brasil após sobreviver a uma tempestade em um navio, cumprindo uma promessa.

Em 1745, ele trouxe réplicas da figura para a Bahia. Inicialmente, não pôde colocá-las na cidade de Salvador por falta de autorização.

Por isso, levou as imagens para a Península de Itapagipe, uma zona afastada do centro e de difícil acesso. Lá, foram colocadas no altar lateral da igreja da Penha de França, onde a devoção começou a se fortalecer.

Esse crescimento levou à criação da Irmandade do Senhor do Bonfim, que foi fundamental para o desenvolvimento do culto.

Da capela à colina sagrada

Com o fortalecimento da devoção, as figuras foram transferidas para o local onde hoje se ergue a Colina do Bonfim.

Em 1746, após a doação de um terreno por uma integrante da irmandade, iniciaram-se as obras da capela dedicada ao Senhor do Bonfim.

O processo de construção

A construção da igreja está diretamente ligada ao estabelecimento dessa irmandade e à devoção à imagem. A estrutura foi erguida em meados do século 18, seguindo um processo que durou décadas.

Após 26 anos de obras, sua primeira parte foi entregue em 1754 e a construção concluída em 1772.

Vale destacar que o financiamento das obras não foi feito pela Coroa Portuguesa, dependendo da comunidade local.

Arquitetura que dialoga com Portugal

A igreja do Senhor do Bonfim seguiu os padrões das igrejas portuguesas. O modelo foi projetado pelo arquiteto português Manuel Roiz João Pedro para a igreja de Setúbal, erguida em 1689.

Características do estilo

Sua materialidade dialoga com a tradição portuguesa do final do século 17, refletindo influências que atravessaram o Atlântico. O estilo é neoclássico, com uma fachada rococó marcada pelo frontão curvo e pelas torres simétricas.

Além disso, as torres têm terminações bulbosas revestidas por azulejos amarelos, um detalhe que chama a atenção dos visitantes.

Localização estratégica

A igreja está estrategicamente posicionada sob a Colina do Bonfim, com a fachada voltada para a Baía de Todos os Santos, oferecendo uma vista impressionante.

Legado e reconhecimento atual

Em 1927, a Capela foi elevada à condição de Basílica Menor pelo Papa Pio XI, um marco que reforçou sua importância religiosa.

Hoje, a igreja continua sendo um ponto central da devoção baiana, atraindo fiéis e turistas de todo o mundo.

Um símbolo da comunidade

Sua história, desde as origens com Teodósio Rodrigues de Faria até a conclusão das obras, ilustra a fusão entre fé e arquitetura colonial.

A construção, que não recebeu apoio da Coroa Portuguesa, simboliza a força da comunidade local em erguer um símbolo duradouro.

Assim, a Igreja do Senhor do Bonfim permanece como testemunho da rica herança cultural e religiosa da Bahia.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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