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Sinal de luz para agradecer no trânsito pode ganhar regras no Brasil

Projeto em análise na Câmara prevê dispositivo de cortesia com acionamento breve e restrições para evitar riscos e confusão com veículos de emergência

Sinal de luz para agradecer no trânsito pode ganhar regras no Brasil
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A utilização de sinal de luz para agradecer no trânsito pode ganhar regras específicas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Projeto de Lei nº 2729/2026, apresentado pelo deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), propõe regulamentar uma sinalização luminosa auxiliar de cortesia entre motoristas. A medida ainda não é lei e aguarda parecer na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados

A proposta prevê o acionamento breve de um dispositivo destinado a demonstrar agradecimento, transmitir uma comunicação preventiva ou expressar gentileza nas vias públicas. A sinalização não concederia prioridade de passagem ao condutor nem substituiria os equipamentos obrigatórios do veículo.

Como funcionaria a luz de cortesia

Pelo texto apresentado, o uso do dispositivo seria facultativo e temporário. O motorista não poderia manter a luz ligada continuamente nem utilizá-la de maneira ostensiva.

A sinalização também precisaria respeitar a segurança dos demais usuários da via. Isso significa que o equipamento não poderia provocar ofuscamento, distrair outros condutores ou prejudicar a identificação das luzes obrigatórias do automóvel.

Outra restrição prevista é a proibição de cores, frequências e padrões luminosos reservados a veículos oficiais, de emergência, fiscalização ou segurança pública. A intenção é impedir que uma manifestação de cortesia seja confundida com um pedido de passagem de ambulâncias ou viaturas.

Contran definiria os detalhes técnicos

Caso o projeto seja aprovado, caberia ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelecer as especificações do equipamento. A regulamentação deverá tratar de intensidade luminosa, cores permitidas, localização, instalação, duração máxima do acionamento e requisitos de homologação.

Por isso, ainda não é possível afirmar qual dispositivo poderia ser utilizado ou como seria feita sua instalação. A proposta também não deve ser interpretada como uma autorização imediata para adaptar veículos ou utilizar qualquer luz como sinal de agradecimento.

Na justificativa, o autor defende que a regulamentação pode incentivar a cordialidade entre motoristas e estabelecer parâmetros para uma forma de comunicação que precisa preservar a segurança viária.

Proposta ainda precisa de aprovação

Na Câmara, o projeto será analisado pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. O prazo para apresentação de emendas terminou nesta terça-feira (13), sem sugestões de alteração. A relatora designada é a deputada Lêda Borges (Republicanos-GO).

Para virar lei, a proposta ainda precisa concluir a tramitação no Congresso e passar pela etapa de sanção presidencial. O texto prevê entrada em vigor 180 dias após a publicação oficial, caso seja aprovado.

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Heryvelton Martins
Autoria
Heryvelton Martins
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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