Síndica e moradores denunciam ameaças de estrangeiro em prédio de Ponta Grossa
Moradores de edifício em Uvaranas relatam intimidações, perturbações durante a madrugada e conflitos envolvendo a ocupação temporária de um apartamento.

Uma denúncia de ameaças em prédio de Ponta Grossa, localizado no bairro Uvaranas, foi registrada na Guarda Municipal após a síndica e moradores relatarem episódios de intimidação e perturbação atribuídos a um homem que ocupava temporariamente um apartamento no edifício. O caso foi formalizado em boletim de ocorrência na quinta-feira (22).
De acordo com o documento, a síndica do Edifício São Pedro procurou a Guarda Municipal relatando que vinha recebendo ameaças havia quatro dias. Segundo ela, o responsável seria um homem estrangeiro que havia alugado um dos apartamentos do condomínio.
A síndica informou que o ocupante não fala português e utiliza aplicativos de tradução para conversar com os moradores. Ainda conforme o registro, ele chegaria ao edifício durante a madrugada, aparentemente embriagado, e teria ameaçado outras pessoas que vivem no local.
Moradora relata perseguição e perturbações durante a madrugada
Em relato encaminhado ao BnT Online, uma moradora contou que os problemas começaram após a chegada do hóspede, aproximadamente uma semana antes de sua declaração.
Segundo ela, o homem inicialmente se apresentou como francês e afirmou ter alugado um apartamento por meio da plataforma Booking.
A moradora explicou que o regimento interno do edifício proíbe a locação de apartamentos por aplicativos, permitindo apenas contratos realizados por imobiliárias. Apesar da restrição, o homem apresentou um comprovante de pagamento e demonstrou possuir a senha de acesso ao imóvel.
Ainda conforme o relato, a situação se agravou quando o ocupante começou a reclamar de barulhos e procurar os vizinhos durante a noite, batendo nas portas e acionando interfones.
Uma das moradoras afirmou que, após ajudá-lo e compartilhar a senha de sua internet, passou a receber mensagens insistentes. Ela relatou que chegou a bloquear números de telefone, mas o homem teria continuado tentando contato por outros números.
Homem teria insistido para entrar no apartamento de moradora
A moradora também descreveu um episódio ocorrido por volta das 3h, durante a madrugada, quando seu interfone teria sido acionado repetidamente.
Segundo ela, o homem teria utilizado um pequeno pedaço de madeira para manter o botão do interfone pressionado.
Ao verificar a situação, encontrou o ocupante próximo à porta de seu apartamento. A testemunha relatou que ele insistiu para entrar no imóvel e conversar, mas teve o pedido recusado.
Mesmo após a negativa, o homem teria continuado batendo na porta.
A moradora afirmou que acionou a Polícia Militar pelo telefone 190, mas declarou que nenhuma equipe compareceu naquele momento. Essa informação ainda não foi confirmada pela corporação.
Moradores relatam acionamento da Guarda Municipal
Ainda de acordo com a testemunha, diante da continuidade dos problemas, a síndica contratou um segurança particular para acompanhar a movimentação no condomínio.
Ela afirmou que o homem teria voltado a perturbar outros moradores, inclusive com som alto e acionamentos de interfone durante a madrugada.
A moradora também relatou que a Guarda Municipal foi chamada posteriormente e que o ocupante teria sido encaminhado à unidade policial para registro da ocorrência.
Segundo a testemunha, durante o atendimento, teria sido identificado que o homem era de origem marroquina, diferentemente da nacionalidade francesa que havia informado inicialmente. Essa informação não consta como identificação confirmada no boletim apresentado à reportagem.
A moradora afirmou ainda que o homem retornou ao condomínio após o atendimento policial. O BnT Online não teve acesso a documentos que confirmem eventual condução, liberação ou medidas posteriores adotadas pelas autoridades.
Locação por aplicativo também é alvo de questionamento
Além das denúncias de ameaças, a administração do edifício questiona a forma como o apartamento foi disponibilizado para hospedagem.
Segundo a síndica, a convenção do condomínio não permite locações realizadas por aplicativos. A moradora entrevistada afirmou que a administração passou a buscar providências em relação ao proprietário da unidade.
Ela também mencionou a possibilidade de procurar a Polícia Federal em razão da condição de estrangeiro do ocupante.
No entanto, qualquer medida migratória depende da análise das autoridades competentes, e o registro policial apresentado não confirma a existência de procedimento de deportação ou expulsão.
O boletim de ocorrência também informa que foram anexadas mensagens supostamente enviadas pelo ocupante à síndica por WhatsApp e Instagram.
Até o momento, o documento consultado confirma o registro da denúncia, mas não apresenta conclusão de investigação sobre os fatos narrados.
O caso chama a atenção para os conflitos relacionados à convivência em condomínios residenciais e às regras internas para hospedagens temporárias.
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