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Socorristas resgatam 2 homens em túnel no Nepal após 9 dias

Equipes de resgate retiraram com vida dois trabalhadores presos em um túnel de hidrelétrica no norte do Nepal, nove dias após inundações catastróficas. Os resgatados, Sanjay Sah e Maharjan, estão estáveis e foram levados a hospital em Katmandu. A tragédia já deixou 1.287 mortos e mais de 5 mil desaparecidos no país.

Socorristas resgatam 2 homens em túnel no Nepal após 9 dias
Crédito: www.terra.com.br
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Equipes de resgate conseguiram retirar com vida, nesta sexta-feira (4), dois trabalhadores que estavam presos em um túnel de uma hidrelétrica no norte do Nepal desde as inundações catastróficas de 26 de agosto. O anúncio foi feito por autoridades locais e representa um raro momento de alívio em meio a uma tragédia que já deixou cerca de 1,3 mil mortos e milhares de desaparecidos.

Os dois resgatados são nepaleses e foram identificados como Sanjay Sah, de 30 anos, e Maharjan, 45. Ambos estão em condições estáveis e foram levados para um hospital na capital Katmandu. “Que dia é hoje? Eu estava cantando um mantra lá dentro”, afirmou Sah, em declaração que evidencia o longo período de confinamento.

Resgate emocionante após nove dias

“Fomos informados de que uma pessoa acaba de ser retirada sã e salva do túnel Trishuli-3”, comunicou o ministro da Energia nepalês, Biraj Bhakta Shrestha. Pouco depois, o ministro do Interior, Sudan Gurung, confirmou o resgate de um segundo trabalhador. A operação mobilizou equipes que enfrentam condições adversas na região montanhosa.

“Enquanto houver fôlego, há esperança!”, disse Bhakta Shrestha em um comunicado. “As operações de resgate continuam em todos os túneis afetados. Que os esforços e as orações de todos continuem. Não perdemos a esperança”, acrescentou. A fala do ministro reflete o esforço contínuo das equipes, que seguem trabalhando em outros pontos.

Balanço da tragédia no Nepal

Segundo a agência nepalesa de gestão de desastres, o número de mortes confirmadas no país até o momento é de 1.287, enquanto 5.083 pessoas estão desaparecidas, incluindo mais de 900 funcionários de usinas hidrelétricas da região. No vizinho Tibete, a China confirmou 21 mortos e 541 desaparecidos. Os números ainda podem aumentar, conforme as buscas avançam.

Até esta sexta, no entanto, os socorristas tinham conseguido recuperar apenas alguns poucos corpos nesses locais, enquanto tentam abrir caminho com auxílio de explosivos e retroescavadeiras. A dificuldade de acesso e a instabilidade do terreno tornam o trabalho lento e perigoso, mas as equipes mantêm a esperança de encontrar mais sobreviventes.

Causa das inundações catastróficas

A tragédia foi provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, cordilheira que abriga os picos mais altos do planeta. Enormes blocos de gelo se desprenderam e arrastaram uma massa de detritos, incluindo rochas, árvores, sedimentos e a água de lagos represados nas montanhas, varrendo do mapa assentamentos inteiros. O fenômeno, conhecido como inundação por rompimento de lago glacial, é agravado pelas mudanças climáticas.

O desastre afetou principalmente a região norte do Nepal, onde estão localizadas diversas usinas hidrelétricas, essenciais para o abastecimento de energia do país. A destruição de infraestrutura e o grande número de desaparecidos colocam pressão sobre as autoridades, que coordenam as operações de resgate e assistência às vítimas.

Esperança em meio à destruição

O resgate dos dois trabalhadores é um sopro de esperança para as famílias que aguardam notícias de entes queridos desaparecidos. As equipes de socorro seguem mobilizadas, utilizando todos os recursos disponíveis para alcançar áreas de difícil acesso. A comunidade internacional também acompanha a situação, oferecendo apoio logístico e humanitário.

Enquanto as buscas continuam, o Nepal enfrenta o desafio de reconstruir as áreas devastadas e apoiar os sobreviventes. A tragédia evidencia a vulnerabilidade das comunidades montanhosas diante de eventos climáticos extremos, reforçando a necessidade de investimentos em prevenção e sistemas de alerta precoce. O caso dos dois resgatados, no entanto, mostra que a resiliência e a solidariedade podem superar as adversidades.

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