SQN 107 Norte: prédios que destoam em Brasília

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Na paisagem urbana de Brasília, três edifícios na Superquadra 107 Norte se destacam por sua arquitetura distinta. Os blocos F, G e I, com seu concreto armado aparente ao estilo modernista, contrastam visivelmente com o entorno.

Eles são vestígios da Unidade de Vizinhança São Miguel, um projeto residencial ambicioso que nunca foi completamente realizado.

As origens do conceito urbanístico

As superquadras de Brasília nasceram do conceito de “unidade de vizinhança”, desenvolvido na década de 1920 pelo urbanista americano Clarence A. Perry.

No Plano Piloto da capital, os setores residenciais seriam organizados em grupos de quatro “superquadras”. Cada uma dessas unidades teria escola, igreja, comércio e equipamentos coletivos, formando comunidades autossuficientes.

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Primeira experiência em Brasília

A primeira experiência desse modelo foi a Unidade de Vizinhança nº 1, na Asa Sul. Ela é formada pelas superquadras 107, 108, 307 e 308 Sul, servindo como referência para projetos posteriores.

Esse modelo buscava criar espaços urbanos mais humanos e integrados, um ideal que marcou o planejamento inicial de Brasília.

O projeto São Miguel no Norte

Inspirada no sucesso da primeira unidade, surgiu o plano para a Unidade de Vizinhança São Miguel. Ela ocuparia as Superquadras 107, 108, 307 e 308 Norte, na Asa Norte da capital.

Origem do nome e desenvolvimento

O nome São Miguel está ligado à intenção de construir uma igreja dedicada a este santo dentro do complexo, seguindo o modelo de equipamentos comunitários previsto.

O projeto da unidade foi desenvolvido por Mayumi Watanabe Souza Lima como parte de sua dissertação de mestrado no Ceplan, na década de 1960. Seu marido, o arquiteto Sérgio Souza Lima, e Oscar Kneipp também participaram do desenvolvimento.

A construção começou em 1965, com objetivos específicos para sua ocupação.

Destinação e interrupção das obras

O conjunto residencial destinava-se à moradia de diplomatas, funcionários do Ministério das Relações Exteriores, professores e funcionários da Universidade de Brasília (UnB).

Planejamento original e interrupção

Inicialmente, planejou-se a construção de:

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  • Três blocos tipo torre, com 72 apartamentos de 2 quartos
  • Um bloco tipo lâmina com 36 apartamentos de 4 quartos

Porém, a construção foi interrompida durante o regime militar e nunca finalizada por completo. Se tivesse sido concluída, a Área de Vizinhança São Miguel possuiria cerca de 404 mil m² construídos.

A interrupção deixou marcas permanentes na paisagem urbana da capital federal.

Os edifícios que permaneceram

Com o fim das obras, apenas as três torres foram erguidas seguindo o desenho original. Esses edifícios possuem quatro apartamentos de 123 m² por pavimento, mantendo características do projeto inicial.

Modificações no projeto

Uma lâmina foi concluída, mas teve o desenho inteiramente modificado pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto, afastando-se da proposta original.

O projeto dos três edifícios que permaneceram foi elaborado por Mayumi Watanabe Souza Lima e Sérgio Souza Lima, com participação de Oscar Kneipp.

O desenho se distingue pelo uso do concreto armado aparente, uma escolha estética que marca sua identidade arquitetônica. Essa característica os torna visivelmente diferentes das construções ao redor.

Marca na paisagem brasiliense

Hoje, a Superquadra 107 Norte abriga esses três edifícios que parecem destoar do seu entorno. Feitos de concreto armado aparente ao estilo modernista, eles testemunham um capítulo incompleto do urbanismo brasiliense.

Suas características principais:

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  • Concreto armado aparente
  • Estilo modernista
  • Contraste com o entorno

Essas construções representam tanto as aspirações originais do projeto São Miguel quanto as limitações enfrentadas durante sua execução. Elas continuam a servir como residências, mantendo viva a memória desse empreendimento urbanístico.

Assim, permanecem como parte integrante, ainda que singular, da história arquitetônica de Brasília.

Fonte

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