TCE cita relatório da Patrulha Maria da Penha de PG como boa prática no Paraná
Documento produzido pela Guarda Municipal foi usado como referência em auditoria sobre políticas de proteção às mulheres

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) destacou o relatório de atendimentos da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Ponta Grossa como uma boa prática na produção de dados sobre violência contra a mulher.
A referência consta em uma decisão publicada nesta quinta-feira (27). O documento apresenta os resultados de uma auditoria realizada entre maio e julho de 2026 no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
Durante o trabalho, os técnicos do Tribunal avaliaram como a cidade organiza as ações de prevenção, atendimento e proteção às mulheres. Foram encontradas falhas na coleta de informações, no planejamento, na estrutura das equipes e na comunicação entre os serviços responsáveis.
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Ao recomendar melhorias, o TCE citou como exemplo o relatório elaborado pela Patrulha Maria da Penha de Ponta Grossa. O material foi utilizado como referência para mostrar a importância de reunir e organizar informações sobre os atendimentos realizados.
Dados ajudam a identificar os casos
Segundo o Tribunal, os municípios precisam registrar dados como o número de mulheres atendidas, os locais das ocorrências, o tipo de violência, o responsável pela agressão e as providências adotadas.
Essas informações ajudam o poder público a identificar as regiões com maior número de casos, conhecer as principais necessidades das vítimas e planejar ações de prevenção e atendimento.
A recomendação do TCE determina que Almirante Tamandaré melhore a integração entre a Guarda Municipal, os centros de referência e os demais órgãos da rede de proteção. O município também deverá elaborar um diagnóstico sobre a violência contra a mulher e identificar possíveis falhas nos serviços oferecidos.
Reconhecimento é específico
A citação feita pelo Tribunal se refere especificamente ao relatório de atendimentos produzido pela Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Ponta Grossa. A decisão não representa uma avaliação completa de toda a política municipal de proteção às mulheres.
O relatório ponta-grossense foi apresentado como um exemplo de organização e utilização de dados. A prática pode contribuir para que outras cidades acompanhem melhor os casos e desenvolvam ações de acordo com a realidade de cada região.
As recomendações foram aprovadas por unanimidade pelo Plenário Virtual do TCE-PR em 20 de agosto. A decisão integra o processo nº 457779/26 e o Acórdão nº 2126/26.
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