Temporal em Ribeirão Preto mata idoso e deixa cidade em estado de emergência
Temporal em Ribeirão Preto deixa um morto, causa destelhamentos, derruba árvores e leva a Prefeitura a decretar estado de emergência.

O temporal em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, deixou um homem de 82 anos morto e provocou estragos em diferentes regiões da cidade durante a madrugada desta sexta-feira (24). Árvores foram derrubadas, imóveis ficaram destelhados e serviços essenciais foram afetados pela chuva e pelas fortes rajadas de vento.
A vítima morreu no Jardim Salgado Filho. Conforme as informações divulgadas pelas autoridades municipais, uma estrutura localizada ao lado da residência cedeu durante a tempestade e atingiu o imóvel. O idoso estava dormindo no momento do desabamento.
Diante da dimensão dos danos, o prefeito Ricardo Silva decretou estado de emergência no município. A medida permite ampliar e agilizar a mobilização de equipes, equipamentos e recursos para o atendimento das ocorrências e a recuperação das áreas afetadas.
Temporal durou cerca de 30 minutos
Segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a tempestade teve duração aproximada de 30 minutos e foi acompanhada por rajadas de vento estimadas em cerca de 70 km/h. Em apenas 20 minutos, Ribeirão Preto registrou 24 milímetros de chuva, volume classificado como muito forte.
A combinação entre chuva intensa e ventania provocou quedas de árvores, postes e estruturas, além de destelhamentos em imóveis. O Corpo de Bombeiros recebeu mais de uma centena de chamados, principalmente relacionados a árvores derrubadas e danos estruturais.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram estruturas metálicas retorcidas, vias bloqueadas e telhados arrancados. Em alguns locais, árvores caíram sobre veículos e interromperam a circulação.
Serviços básicos foram afetados
Os estragos provocados pelo temporal em Ribeirão Preto também comprometeram o fornecimento de serviços essenciais. Moradores relataram falta de energia elétrica, interrupções no abastecimento de água e problemas nas redes de telefonia e internet.
Estações de rádio também registraram queda de sinal. Unidades de saúde precisaram utilizar geradores, enquanto outros prédios públicos tiveram o funcionamento alterado por causa dos danos e da falta de eletricidade.
A Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas foi afetada e teve atividades comprometidas. As aulas da rede municipal também foram suspensas para que as equipes pudessem avaliar as condições das escolas e os riscos relacionados a árvores, telhados e instalações elétricas.
Equipes da Prefeitura, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das concessionárias responsáveis pelos serviços públicos foram mobilizadas desde as primeiras horas da manhã. O trabalho envolve a retirada de árvores, liberação de ruas, avaliação de imóveis atingidos e restabelecimento gradual dos serviços.
























