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Tentativa de feminicídio em Ponta Grossa: acusado vai a júri dia 31 de março

A tentativa de feminicídio em Ponta Grossa que teve como vítima Mariele de Paula Ribas voltará ao centro das atenções no dia 31 de março, quando Adriano Lourenço de Souza será julgado pelo Tribunal do Júri. O caso ocorreu em agosto de 2024 no bairro Jardim Carvalho e teve o processo desmembrado, fazendo com que apenas um dos acusados vá a julgamento neste momento.

Tentativa de feminicídio em Ponta Grossa: acusado vai a júri dia 31 de março
Foto: reprodução
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A tentativa de feminicídio em Ponta Grossa que teve como vítima Mariele de Paula Ribas voltará ao centro das atenções no próximo dia 31 de março, quando Adriano Lourenço de Souza será julgado pelo Tribunal do Júri. O caso, ocorrido em agosto de 2024 no Jardim Carvalho, na vila Santa Lúcia, teve o processo desmembrado, e o outro acusado, Eusmique Ferreira Gandra, ainda não tem data definida para julgamento.

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Inicialmente, os dois denunciados responderiam juntos pelo crime, mas a situação mudou após Eusmique recorrer da decisão de pronúncia, etapa em que a Justiça decide se o acusado deve ser submetido a júri popular. Como Adriano não apresentou recurso, o processo foi separado e apenas ele será julgado neste momento.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi baleada após recusar manter relação sexual com os dois acusados. A acusação sustenta que o crime ocorreu em contexto de violência de gênero, sendo classificado como tentativa de feminicídio em Ponta Grossa, com motivação considerada torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a investigação, os homens teriam simulado aceitar a recusa da vítima antes de agir. A dinâmica apontada no processo indica que Adriano teria fingido deixar a residência e entregado uma arma a Eusmique, que então teria efetuado o disparo. Mariele foi atingida e encaminhada ao Hospital Regional, onde recebeu atendimento após sofrer ferimento com projétil alojado na região cervical.

A investigação também aponta que a consumação do crime só não ocorreu porque a irmã da vítima chegou ao local durante a ação, interrompendo a sequência da violência e permitindo o acionamento do socorro.

Equipes de criminalística coletaram vestígios biológicos na residência e impressões digitais no veículo utilizado na fuga e no interior do imóvel. Adriano foi preso em flagrante pouco depois do crime, enquanto Eusmique fugiu para uma área de mata levando a arma, conforme consta nos autos.

O advogado Yuri Kozan, que representa o réu Adriano, afirma que a versão apresentada pela vítima será contestada durante o julgamento.

Segundo ele, a defesa pretende demonstrar no plenário do Tribunal do Júri que a dinâmica dos fatos foi diferente da apresentada pela acusação. De acordo com Kozan, a defesa já analisou detalhadamente os elementos do processo.

“A acusação que foi armada contra Adriano Lourenço dos Santos vai ser inteiramente desmontada na sessão plenária que ocorrerá no dia 31 de março. Essa trama arquitetada pela vítima e pela sua irmã não condiz de maneira alguma com a realidade e nós já temos esquadrinhado no processo quem atirou, quem estava no local e em que horário isso aconteceu”, afirmou.

ASSISTÊNCIA DE ACUSAÇÃO DESTACA RECUPERAÇÃO DA VÍTIMA

A vítima será representada no julgamento pelo advogado Silvio Lopes, que atuará como assistente de acusação no júri.

Segundo o defensor, Mariele ainda enfrenta as consequências físicas do ataque enquanto tenta retomar sua rotina.

De acordo com Lopes, a equipe jurídica que acompanha a vítima confia nas provas reunidas ao longo da investigação.

“Atualmente, Mariele segue em processo de recuperação das sequelas decorrentes dos ferimentos sofridos, buscando retomar sua rotina. Quanto ao julgamento, a assistência de acusação está plenamente convicta da robustez das provas e confia que o Conselho de Sentença de Ponta Grossa aplicará a justiça de forma proporcional à gravidade do crime”, declarou.

O advogado acrescentou que detalhes técnicos da estratégia de acusação serão apresentados apenas durante o julgamento.

“Maiores detalhes técnicos serão preservados para o debate em Plenário, em respeito à privacidade da vítima.”

JULGAMENTO OCORRE NO FIM DE MARÇO

O julgamento de Adriano Lourenço de Souza está marcado para 31 de março, no Tribunal do Júri de Ponta Grossa. Na sessão, os jurados deverão decidir se o réu é culpado ou inocente pelas acusações relacionadas à tentativa de homicídio qualificada.

Já o processo envolvendo Eusmique Ferreira Gandra continua tramitando separadamente e ainda não possui data definida para julgamento.

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Luísa de Andrade
Autoria
Luísa de Andrade
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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