O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste domingo (1º), por meio da rede Truth Social, que responderá “com uma força nunca vista antes” caso o país enfrente uma nova retaliação do Irã. A declaração ocorre poucas horas depois de um dos episódios mais tensos do cenário geopolítico recente: a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um bombardeio atribuído aos Estados Unidos e a Israel.
Segundo Trump, autoridades iranianas teriam afirmado que atacariam “com muita força”, em resposta aos acontecimentos de sábado. O presidente norte-americano, entretanto, fez um alerta direto. “É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes”, escreveu. A mensagem rapidamente se espalhou por veículos internacionais, elevando a temperatura política entre os dois países.
Entre sábado e domingo, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra tropas dos EUA e contra cidades em Israel e em países árabes aliados. O ataque foi descrito como uma resposta imediata ao bombardeio que matou Khamenei. A TV estatal iraniana confirmou oficialmente a morte do líder apenas no final da noite, gerando forte comoção interna e manifestações públicas.
Em pronunciamento oficial, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a morte de Khamenei como “uma declaração de guerra contra os muçulmanos” e afirmou que a “vingança” contra os Estados Unidos e Israel é um “direito legítimo” da República Islâmica. Ele destacou que a morte do aiatolá representava “um grande crime que nunca ficará impune”.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, também fez duras declarações durante transmissão na TV estatal. Segundo ele, Donald Trump e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, “cruzaram uma linha vermelha” e “pagarão por isso”.
Com o cenário ainda em evolução, analistas internacionais apontam que uma escalada direta entre Estados Unidos e Irã colocaria o mundo em seu momento mais instável em décadas. A expectativa global agora gira em torno dos próximos movimentos militares e diplomáticos, enquanto governos monitoram a possibilidade de novos ataques e da intensificação do conflito no Oriente Médio.
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