O cessar-fogo no Irã foi anunciado nesta terça-feira (7) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirmou uma trégua de duas semanas no conflito no Oriente Médio após negociações intermediadas pelo governo do Paquistão.
Segundo Trump, a suspensão temporária dos ataques ocorreu após conversas com autoridades paquistanesas, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir. De acordo com o presidente americano, o acordo prevê a interrupção dos bombardeios desde que o Irã garanta a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.
A guerra no Irã já ultrapassa um mês de duração e tem gerado tensão internacional, principalmente devido ao impacto na economia global e na segurança da região. O anúncio do cessar-fogo surge como um possível avanço diplomático após semanas de confrontos e ameaças.
Trump também afirmou que os Estados Unidos atingiram seus principais objetivos militares durante a ofensiva. Segundo ele, isso abriu caminho para negociações mais amplas entre os dois países.
Ainda de acordo com o presidente americano, o governo iraniano apresentou uma proposta com 10 pontos que pode servir como base para um acordo definitivo. Ele destacou que a maioria das divergências anteriores já teria sido superada.
A trégua de duas semanas deve ser utilizada para consolidar os termos do possível acordo final. Caso as negociações avancem, há expectativa de que o conflito possa ser encerrado de forma diplomática.
Mesmo com o anúncio do cessar-fogo no Irã, o cenário ainda é considerado sensível, já que qualquer ruptura no acordo pode levar à retomada imediata das ações militares. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos.
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