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Trump pede envio de navios de guerra para manter Estreito de Ormuz aberto

Trump afirma que países devem enviar navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto e garantir a circulação global de petróleo.

Donald Trump redefine palco internacional, analisa euronews
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (14) que diversos países poderão enviar navios de guerra para atuar ao lado das forças norte-americanas na proteção do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

A declaração foi publicada na rede social Truth Social, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Irã e a segurança da navegação na região do Golfo Pérsico.

Segundo Trump, nações que dependem diretamente da rota marítima — como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido — deveriam colaborar com os Estados Unidos para garantir que o corredor marítimo permaneça aberto e seguro para o comércio internacional.

“Muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra junto com os Estados Unidos para manter o estreito aberto e seguro”, escreveu o presidente norte-americano.

Apesar do tom de confiança, Trump destacou que ainda espera a confirmação da participação dessas nações na operação de segurança marítima.

Por que o Estreito de Ormuz é tão estratégico

Localizado entre o norte do Irã e o sul de Omã, o Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica mundial.

Estima-se que cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no planeta passe diariamente pela rota marítima, além de mais de um terço do gás natural liquefeito transportado globalmente.

Por esse motivo, qualquer ameaça de bloqueio ou conflito na região costuma provocar impacto imediato no mercado internacional de energia e pode pressionar o preço do petróleo.

Especialistas em relações internacionais apontam que a estabilidade no estreito é fundamental para a economia mundial, já que países da Ásia, Europa e América dependem diretamente do fluxo de petróleo vindo do Oriente Médio.

Reforço militar dos Estados Unidos

Na sexta-feira (13), os Estados Unidos enviaram cerca de 2,5 mil fuzileiros navais para a região a bordo de navios de guerra.

A mobilização foi solicitada pelo Comando Central dos EUA, responsável pelas operações militares no Oriente Médio, ao secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Os militares devem reforçar um contingente já existente de mais de 50 mil soldados norte-americanos posicionados na região, ampliando a capacidade de resposta em caso de escalada militar.

Trump menciona ataques recentes ao Irã

Em outra publicação feita também na noite de sexta-feira, Trump afirmou que as forças militares dos Estados Unidos realizaram um dos bombardeios mais intensos dos últimos anos no Oriente Médio.

Segundo o presidente, os ataques não atingiram a infraestrutura petrolífera da Ilha Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã.

Trump explicou que decidiu não destruir as instalações energéticas iranianas, mas alertou que a decisão pode mudar caso haja interferência na navegação internacional.

“Caso o Irã, ou qualquer outro país, interfira na livre e segura passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”, declarou.

Analistas internacionais avaliam que qualquer escalada militar na região pode provocar efeitos diretos na economia global, principalmente com alta no preço do petróleo e instabilidade nos mercados de energia.

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Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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