TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e exige investigação da Meta sobre canal pró-Lula
TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e dá 24 horas para Meta apresentar relatório sobre canal Exército do Lula no WhatsApp.

A empresa terá 24 horas para fornecer esclarecimentos técnicos sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis movimentações coordenadas entre perfis, estratégias de divulgação e padrões de interação dos usuários.
A iniciativa ocorre em meio à disputa presidencial de 2026, que terá o segundo turno realizado no próximo domingo (25).
Campanha de Flávio questiona fiscalização das plataformas
Os representantes jurídicos de Flávio Bolsonaro argumentam que existem dúvidas sobre o cumprimento das medidas de segurança e transparência apresentadas pela Meta à Justiça Eleitoral.
Segundo a campanha, a empresa havia informado anteriormente que não identificou irregularidades relacionadas ao canal. Entretanto, os advogados contestaram a resposta, afirmando que não foram esclarecidos os métodos utilizados na verificação nem o intervalo de tempo considerado na análise.
Diante dos questionamentos, o ministro determinou a apresentação de informações mais abrangentes, permitindo que a Justiça Eleitoral avalie os procedimentos adotados pela plataforma.
Meta terá que detalhar atividades do canal
Entre as informações solicitadas pelo TSE estão dados relacionados à identificação de possíveis ações coordenadas entre contas e canais, comportamentos incomuns de engajamento, circulação de publicações e eventuais atividades de publicidade eleitoral.
A análise também deverá abordar mecanismos que permitam verificar a origem e a disseminação de conteúdos, além das providências adotadas pela empresa para identificar possíveis violações das regras eleitorais.
A determinação não representa uma conclusão de que houve irregularidades, mas estabelece uma nova etapa de apuração para esclarecer os questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Além da Meta, o Google e a plataforma X deverão informar à Justiça Eleitoral se encontraram indícios de mobilizações coordenadas envolvendo hashtags relacionadas à disputa presidencial.
Canal já havia sido alvo de decisões do TSE
O “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), já esteve no centro de uma série de decisões judiciais durante a campanha eleitoral.
O canal chegou a ter o funcionamento suspenso por determinação de Kassio Nunes Marques, diante da ausência de comunicação formal de seu endereço à Justiça Eleitoral. Posteriormente, a campanha de Lula realizou o registro exigido, permitindo a retomada das atividades.
Em uma análise anterior, técnicos do próprio TSE também examinaram mensagens e vídeos publicados no canal e informaram não ter identificado a reprodução de conteúdos falsos investigados no período avaliado.
Processo sobre registro é arquivado
Também nesta quinta-feira (22), o presidente do TSE determinou o arquivamento do procedimento administrativo referente ao registro do canal.
A decisão ocorreu após a regularização de seu cadastro pela campanha petista e a aprovação de uma resolução que estabelece a obrigatoriedade de registro de canais digitais vinculados às campanhas eleitorais.
A exigência passa a abranger esses espaços de comunicação, seguindo regras semelhantes às aplicadas a sites e perfis oficiais de candidatos nas redes sociais.
Apesar do encerramento do procedimento relacionado ao cadastro, a solicitação de informações técnicas à Meta permanece como uma medida distinta, voltada à fiscalização das atividades digitais durante o processo eleitoral.
Leia também: https://bntonline.com.br/lula-flavio-bolsonaro-acordo-abertura-sigilos-tse/
























