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Política

TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e exige investigação da Meta sobre canal pró-Lula

TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e dá 24 horas para Meta apresentar relatório sobre canal Exército do Lula no WhatsApp.

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Foto: Agência Brasil
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (22), que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, apresente um relatório detalhado sobre as atividades do canal “Exército do Lula”, utilizado para divulgar conteúdos favoráveis à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, após uma solicitação da equipe jurídica do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa terá 24 horas para fornecer esclarecimentos técnicos sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis movimentações coordenadas entre perfis, estratégias de divulgação e padrões de interação dos usuários.

A iniciativa ocorre em meio à disputa presidencial de 2026, que terá o segundo turno realizado no próximo domingo (25).

Campanha de Flávio questiona fiscalização das plataformas

Os representantes jurídicos de Flávio Bolsonaro argumentam que existem dúvidas sobre o cumprimento das medidas de segurança e transparência apresentadas pela Meta à Justiça Eleitoral.

Segundo a campanha, a empresa havia informado anteriormente que não identificou irregularidades relacionadas ao canal. Entretanto, os advogados contestaram a resposta, afirmando que não foram esclarecidos os métodos utilizados na verificação nem o intervalo de tempo considerado na análise.

Diante dos questionamentos, o ministro determinou a apresentação de informações mais abrangentes, permitindo que a Justiça Eleitoral avalie os procedimentos adotados pela plataforma.

Meta terá que detalhar atividades do canal

Entre as informações solicitadas pelo TSE estão dados relacionados à identificação de possíveis ações coordenadas entre contas e canais, comportamentos incomuns de engajamento, circulação de publicações e eventuais atividades de publicidade eleitoral.

A análise também deverá abordar mecanismos que permitam verificar a origem e a disseminação de conteúdos, além das providências adotadas pela empresa para identificar possíveis violações das regras eleitorais.

A determinação não representa uma conclusão de que houve irregularidades, mas estabelece uma nova etapa de apuração para esclarecer os questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro.

Além da Meta, o Google e a plataforma X deverão informar à Justiça Eleitoral se encontraram indícios de mobilizações coordenadas envolvendo hashtags relacionadas à disputa presidencial.

Canal já havia sido alvo de decisões do TSE

O “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), já esteve no centro de uma série de decisões judiciais durante a campanha eleitoral.

O canal chegou a ter o funcionamento suspenso por determinação de Kassio Nunes Marques, diante da ausência de comunicação formal de seu endereço à Justiça Eleitoral. Posteriormente, a campanha de Lula realizou o registro exigido, permitindo a retomada das atividades.

Em uma análise anterior, técnicos do próprio TSE também examinaram mensagens e vídeos publicados no canal e informaram não ter identificado a reprodução de conteúdos falsos investigados no período avaliado.

Processo sobre registro é arquivado

Também nesta quinta-feira (22), o presidente do TSE determinou o arquivamento do procedimento administrativo referente ao registro do canal.

A decisão ocorreu após a regularização de seu cadastro pela campanha petista e a aprovação de uma resolução que estabelece a obrigatoriedade de registro de canais digitais vinculados às campanhas eleitorais.

A exigência passa a abranger esses espaços de comunicação, seguindo regras semelhantes às aplicadas a sites e perfis oficiais de candidatos nas redes sociais.

Apesar do encerramento do procedimento relacionado ao cadastro, a solicitação de informações técnicas à Meta permanece como uma medida distinta, voltada à fiscalização das atividades digitais durante o processo eleitoral.

Leia também: https://bntonline.com.br/lula-flavio-bolsonaro-acordo-abertura-sigilos-tse/

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Matheus Leônidas
Autoria
Matheus Leônidas
Estudante de Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Cativado por todas as editorias. Trabalho por um jornalismo justo e de qualidade.
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