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TSE forma maioria para anular votos de Garotinho e pode encerrar eleição no Rio no 1º turno

Anulação muda o cálculo dos votos válidos e abre caminho para vitória de Douglas Ruas; julgamento ainda depende de conclusão

TSE forma maioria para anular votos de Garotinho e pode encerrar eleição no Rio no 1º turno
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quinta-feira (8) para anular os votos de Garotinho na eleição para governador do Rio de Janeiro. A posição abre caminho para que Douglas Ruas (PL) ultrapasse 50% dos votos válidos e seja declarado eleito no primeiro turno, dispensando a disputa contra Eduardo Paes (PSD). Até a atualização consultada, o julgamento ainda estava em andamento.

Segundo as informações publicadas pela CNN Brasil, o relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, votou pela rejeição do recurso de Anthony Garotinho (Republicanos). O magistrado considerou que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos e não preenche as condições necessárias para concorrer nas eleições de 2026.

Estela Aranha, André Mendonça e Dias Toffoli acompanharam o relator, formando quatro votos favoráveis à manutenção do indeferimento da candidatura.

Como a anulação pode definir a eleição

A possível vitória de Ruas decorre da mudança na base de cálculo dos percentuais. Com a exclusão dos votos de Garotinho, diminui o total de votos considerados válidos, aumentando proporcionalmente a participação dos demais candidatos.

Nesse cenário, Ruas ultrapassaria a maioria absoluta exigida para vencer no primeiro turno. A confirmação depende da conclusão do julgamento e da nova totalização pela Justiça Eleitoral. O procedimento deverá ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), responsável por recalcular e formalizar o resultado estadual.

Garotinho concorreu com registro sob análise

O ex-governador participou da eleição com a candidatura sub judice. Essa condição permite que o candidato continue na disputa enquanto aguarda a análise de um recurso contra o indeferimento de seu registro. A participação na votação, porém, não assegura a validade definitiva dos votos recebidos. No caso de Garotinho, essa definição ficou vinculada ao julgamento de sua candidatura.

Pedido de desistência também entrou no julgamento

Após o primeiro turno, Garotinho pediu para desistir do recurso apresentado ao TSE. A retirada poderia levar à manutenção do indeferimento de seu registro e, consequentemente, à exclusão dos votos da contagem válida. De acordo com a CNN Brasil, Floriano também rejeitou o pedido de desistência, citando o entendimento da Corte de que a retirada de recursos não deve ser admitida quando interfere no resultado eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral havia defendido que o caso fosse tratado como uma exceção. Para o órgão, tanto a aceitação da desistência quanto o julgamento do mérito deveriam resultar na manutenção do indeferimento da candidatura. A maioria formada indica o rumo da decisão, mas ainda não equivale à proclamação oficial de Douglas Ruas como governador eleito.

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Heryvelton Martins
Autoria
Heryvelton Martins
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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