O possível uso do FGTS para quitar dívidas está sendo analisado pelo governo federal como parte de um novo pacote econômico que busca reduzir o endividamento das famílias brasileiras e ampliar o acesso ao crédito.
A proposta foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e ainda está em fase de análise com o Ministério do Trabalho e Emprego. A equipe econômica avalia os impactos da medida, especialmente para garantir que o fundo não seja comprometido no longo prazo.
A ideia surge em um momento crítico: atualmente, mais de 80% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, e uma parcela significativa enfrenta dificuldades para manter os pagamentos em dia. Nesse cenário, permitir o uso do FGTS pode representar uma alternativa emergencial para reorganizar a vida financeira de milhões de trabalhadores.
Além do uso do FGTS para quitar dívidas, o pacote em estudo inclui outras estratégias para facilitar a renegociação. Entre elas, está a possibilidade de o governo atuar como garantidor das operações, o que pode reduzir juros e tornar os acordos mais acessíveis.
Outro ponto em análise é a oferta de descontos expressivos, que podem chegar a até 80% do valor total das dívidas, especialmente em casos de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. A medida também deve contemplar microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores informais e pequenas empresas.
O governo ainda estuda mecanismos para evitar novos ciclos de endividamento. Uma das propostas prevê restrições ao uso de plataformas de apostas online por beneficiários do programa. Além disso, pessoas que ainda estão com as contas em dia, mas comprometem grande parte da renda com dívidas, também poderão migrar para linhas de crédito com juros menores.
Nos Campos Gerais e em cidades como Ponta Grossa, a medida pode ter impacto significativo, principalmente entre trabalhadores que dependem de renda variável e enfrentam dificuldades para equilibrar o orçamento mensal.
Apesar do avanço nas discussões, o pacote ainda não foi finalizado. A expectativa é que o governo apresente os detalhes nos próximos dias, após alinhamento com instituições financeiras, bancos e fintechs.
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