A denúncia do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR ) de Ponta Grossa, realizada em sessão da Câmara Municipal de Ponta Grossa ganhou destaque no cenário político local após a vereadora Teka dos Animais (UNIÃO BRASIL) apresentar questionamentos durante sessão na Câmara Municipal e, posteriormente, detalhar as informações em entrevista ao vivo no BNT News. O tema passou a repercutir entre parlamentares e moradores que acompanham a causa animal na cidade.
Segundo a vereadora, as denúncias tiveram origem em reclamações da comunidade e motivaram uma visita ao Centro de Recuperação e Apoio ao Animal de Rua. Durante a fiscalização, ela afirma ter identificado situações que considera preocupantes, como animais mantidos por períodos prolongados em caixas de transporte, setores com condições de higiene inadequadas e dificuldades relatadas por munícipes no atendimento prestado.
O CRAR é administrado por empresa terceirizada contratada pelo Município por meio de contrato estimado em R$ 32 milhões. De acordo com Teka, o valor investido gerou expectativa de melhorias estruturais e ampliação dos serviços veterinários, mas os relatos recebidos indicariam falhas na execução.
A parlamentar ressaltou que não questiona a legalidade do contrato, já reconhecida judicialmente, mas defende a necessidade de fiscalização rigorosa quanto à qualidade dos serviços. Ela também mencionou questionamentos relacionados à estrutura de recuperação pós-cirúrgica e ao cumprimento da Lei nº 15.478/2025, conhecida como Lei do Cio, que estabelece critérios para devolução dos animais às ruas apenas após plena recuperação.
Após levar o tema à Câmara Municipal, a vereadora encaminhou ofícios à Fundação Municipal de Saúde, ao Conselho Municipal de Defesa e Proteção dos Animais e ao Conselho Regional de Medicina Veterinária, aguardando vistorias técnicas e posicionamentos oficiais.
Com quase duas décadas de atuação na causa animal, Teka afirmou que continuará acompanhando os desdobramentos e cobrando providências. Para ela, o debate envolve não apenas o bem-estar animal, mas também a responsabilidade na aplicação de recursos públicos e a necessidade de transparência na gestão dos serviços oferecidos à população de Ponta Grossa.
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