Virada, por Renata Régis Florisbelo
Manhã de sol. Raios fulgentes. Calor entorpecente. Nas ruas da cidade pessoas, muitas pessoas, um mar de gente. Ladrilhos escaldantes no chão. Boca de homens e mulheres e bocas de garrafas d’água geladas, coladas. Pele, de suor, encharcada. De repente, tudo em mistério. Clima de mudança no ar… Nuvens agora cinzentas, antes apenas o céu […]

Manhã de sol. Raios fulgentes.
Calor entorpecente.
Nas ruas da cidade pessoas, muitas pessoas, um mar de gente.
Ladrilhos escaldantes no chão.
Boca de homens e mulheres e bocas de garrafas d’água geladas, coladas.
Pele, de suor, encharcada.
De repente, tudo em mistério. Clima de mudança no ar…
Nuvens agora cinzentas, antes apenas o céu azul, azul, fundo azul, só azul.
Os ladrilhos do calçadão com pés em movimento. Muitos pés de muita gente.
Cabeças lá no alto… E as nuvens agora em tom cinza.
Mulher com calçados abertos, frio nos dedos dos pés, poças d’água gelada.
O homem e seu casaco pesado. Lã. Agora, a mulher com seus ombros e corpo protegidos.
O casaco preto e seu calor.
Vestido feminino esvoaçante sob o casaco preto masculino.
Nuvens negras no céu, pingos grossos de chuva.
Pés e corpo em calor.
Bons ventos, dela, a favor…
Na calçada a chuva… A mulher tranquila, corpo e alma em calor no derredor.
Sem fim.
Autoria: Renata Regis Florisbelo
Ver essa foto no Instagram
Leia também: Um adeus, por Renata Régis Florisbelo























