Vítima de racismo acaba preso em Ponta Grossa por pensão alimentícia
Guarda Civil Municipal atende caso de racismo em Ponta Grossa; avó, neto e vítima acabam presos. Situação chamou atenção na Vila Vilela.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Ponta Grossa foi acionada nesta quarta-feira (3) para atender uma ocorrência de injúria racial na Vila Vilela. O que parecia ser um caso simples de denúncia acabou resultando na prisão de três pessoas, incluindo a própria vítima.
Segundo informações repassadas pela GCM, um homem teria acionado a corporação após relatar ter sido alvo de ofensas racistas. De acordo com a denúncia, uma vizinha e o neto dela o teriam chamado de “negro” de forma pejorativa, o que configurou injúria racial. Diante da gravidade da situação, os dois suspeitos foram detidos e encaminhados para a 13ª Subdivisão Policial.
No entanto, durante a checagem dos antecedentes, os agentes descobriram que a própria vítima também tinha um mandado de prisão em aberto. O homem era procurado pela Justiça pelo não pagamento de pensão alimentícia. A informação surpreendeu os agentes e mudou os rumos da ocorrência.
O indivíduo relatou ter vivido em São Paulo, onde manteve relacionamentos com três mulheres, cada uma delas com um filho. Ele admitiu nunca ter pago pensão, o que resultou na ordem judicial de prisão. Há cerca de um ano, o homem teria se mudado para Ponta Grossa na tentativa de recomeçar a vida.
Diante dos fatos, os envolvidos na injúria racial foram ouvidos pela autoridade policial e permaneceram detidos. Já a vítima, que se tornou alvo do mandado, foi encaminhada à Cadeia Pública Hildebrando de Souza.
O caso chamou a atenção pela reviravolta inesperada: a vítima de injúria racial acabou também atrás das grades, reforçando a importância da atuação conjunta entre denúncias populares e checagem da situação judicial dos envolvidos.
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