Votação no exterior termina na Nova Zelândia; apuração sai após 17h
A votação presidencial no exterior já foi encerrada na Nova Zelândia neste domingo (4), primeiro país a fechar as urnas devido ao fuso horário de 16 horas à frente de Brasília. Quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar em 186 cidades de 134 países. O resultado oficial será divulgado pelo TSE somente após as 17h, mas o g1 fará levantamento de boletins de urna.

A eleição presidencial brasileira já terminou na Nova Zelândia, primeiro país a encerrar a votação no exterior neste domingo (4). O fechamento antecipado ocorre porque o país está 16 horas à frente do horário de Brasília. As urnas neozelandesas funcionaram das 8h às 17h no horário local, o equivalente às 16h de sábado e à 1h de domingo na capital federal.
Ao todo, quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar fora do Brasil. Há seções eleitorais em 186 cidades de 134 países, com maior concentração de eleitores nos Estados Unidos, Portugal e Japão. A Nova Zelândia, embora com colégio eleitoral menor, inaugura simbolicamente o encerramento da votação global.
O resultado oficial da apuração no exterior, assim como no Brasil, será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente após as 17h, no horário de Brasília. Até lá, nenhum dado oficial estará disponível. A fonte não detalhou o número exato de eleitores na Nova Zelândia.
Fuso horário antecipa fechamento das urnas
A diferença de 16 horas entre Wellington e Brasília faz com que o domingo eleitoral comece antes no Pacífico Sul. Enquanto os brasileiros na Nova Zelândia já votaram, a maior parte do território nacional ainda se prepara para abrir as seções. Esse descompasso é comum em eleições com voto no exterior.
O TSE organiza a votação em 134 países, mas o horário local de cada cidade determina o funcionamento das urnas. Em países com fuso positivo, como Japão e Austrália, a votação também termina antes do Brasil. Já em locais como Estados Unidos e Portugal, o encerramento ocorre mais próximo do horário de Brasília.
A apuração, no entanto, só começa após o fechamento das urnas em todo o território nacional. Isso garante que nenhum resultado parcial influencie eleitores que ainda não votaram. A medida vale tanto para o Brasil quanto para o exterior.
Quase 1 milhão votam fora do país
O eleitorado no exterior é formado por brasileiros que transferiram o título para uma seção consular. Eles votam apenas para presidente e vice-presidente, conforme a legislação eleitoral. A fonte não detalhou a distribuição por país, mas destacou a concentração em três nações.
Estados Unidos, Portugal e Japão abrigam as maiores comunidades brasileiras com título eleitoral ativo. Nessas localidades, o volume de eleitores exige logística especial, com urnas eletrônicas enviadas pelo TSE. Em cidades menores, o processo é mais simples, mas segue o mesmo padrão de segurança.
O voto no exterior é facultativo para brasileiros residentes fora do país. Mesmo assim, a participação costuma ser expressiva em eleições presidenciais. A fonte não informou a expectativa de comparecimento para este pleito.
Boletins de urna antecipam tendências
O g1 fará um levantamento de boletins de urna em diferentes partes do mundo, apresentando alguns desses resultados com antecedência e checando os dados com o TSE. Os boletins são emitidos pelas urnas eletrônicas ao fim da votação em cada seção e trazem a contagem de votos daquele local.
Esses documentos não têm valor oficial isoladamente, mas permitem observar tendências regionais. A equipe de jornalismo coleta os boletins em zonas eleitorais no exterior e compara com os dados oficiais após a divulgação do TSE. A checagem é feita para garantir a precisão das informações.
Até a publicação desta reportagem, os dados da Nova Zelândia e outros países não estavam disponíveis. Este texto será atualizado ao longo do dia com boletins de urnas de locais de votação no exterior. A fonte não detalhou quais países terão boletins divulgados primeiro.
Fiscalização e segurança do voto
O TSE reforçou a fiscalização do derrame de santinhos nesta eleição, com apresentação sobre novidades na fiscalização realizada nesta quinta-feira (24), na sede do TRE-SP, centro da capital paulista. A foto da urna eletrônica registrada por Roberto Casimiro, da Fotoarena/Estadão Conteúdo, ilustra a estrutura usada também no exterior.
O derrame de santinhos é uma infração eleitoral que pode gerar multa e até cassação de candidatura. A fiscalização no exterior segue as mesmas regras do Brasil, com atuação de mesários e apoio consular. A fonte não detalhou se houve ocorrências na Nova Zelândia.
As urnas eletrônicas usadas no exterior são as mesmas do território nacional, com adaptação de software para o voto em trânsito. A segurança do sistema é auditada por entidades externas e partidos políticos. O TSE afirma que o processo é íntegro e auditável.
Pesquisa Quaest para o Senado em SP
Em paralelo à eleição presidencial, a disputa para o Senado em São Paulo segue acirrada, conforme levantamento Quaest com votos válidos. O deputado estadual Derrite lidera com 25%, seguido por André do Prado com 23%. Marina e Tebet aparecem empatadas com 22% cada.
Os números refletem um cenário de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa. A fonte não detalhou o período de coleta nem o número de entrevistados. A disputa pelo Senado ocorre simultaneamente à eleição presidencial em todo o país.
No exterior, os eleitores não votam para cargos estaduais, apenas para presidente. Por isso, a pesquisa Quaest não se aplica ao voto internacional. Ainda assim, o resultado paulista pode influenciar a composição do Senado e a governabilidade do próximo presidente.
Próximos passos da apuração
A partir das 17h de Brasília, o TSE começa a totalizar os votos de todo o Brasil e do exterior. A divulgação ocorre em tempo real no site do tribunal e em plataformas de imprensa. O g1 acompanhará a apuração minuto a minuto, com atualizações dos boletins de urna no exterior.
Os primeiros resultados oficiais devem sair poucos minutos após o fechamento das urnas, começando pelas seções do Sul e Sudeste. No exterior, a totalização pode ser mais rápida devido ao menor número de urnas. A fonte não detalhou o cronograma de divulgação por país.
Para o eleitor brasileiro no exterior, a expectativa é de que o resultado presidencial seja conhecido ainda na noite de domingo. A apuração total, porém, pode se estender caso haja segundo turno. O TSE estima concluir a contagem em poucas horas.
O portal Boca no Trombone seguirá atualizando esta reportagem com os boletins de urna do exterior e os resultados oficiais. Acompanhe também a cobertura completa das eleições em nosso site e nas redes sociais.























