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Política

Zampieri leva denúncia de supostos ‘malotes’ da Câmara ao Ministério Público em PG

Vereador afirma que está formalizando denúncia sobre possíveis pagamentos de propina a parlamentares da Câmara de Ponta Grossa

Zampieri leva denúncia de supostos 'malotes' ao Ministério Público em PG
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O vereador Ricardo Zampieri (PL) divulgou um vídeo nesta quarta-feira (23), em frente ao Ministério Público do Paraná, em Ponta Grossa, no qual afirma estar formalizando uma denúncia sobre o suposto pagamento de propina a vereadores do município. A manifestação ocorre dois dias depois de a Câmara Municipal aprovar o encaminhamento de uma representação contra o parlamentar à Corregedoria Interna, em razão de declarações feitas por ele sobre supostos “malotes” que circulariam no Legislativo.

No vídeo, Zampieri aparece segurando documentos e afirma que decidiu encaminhar as informações ao Ministério Público para que os fatos sejam apurados por um órgão independente. O parlamentar também questiona a decisão da Câmara de encaminhar seu caso à Corregedoria e afirma que não pretende deixar de apresentar denúncias em razão do procedimento aberto contra ele.

A nova manifestação representa mais um capítulo da discussão envolvendo possíveis irregularidades na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Até o momento, não há confirmação independente sobre a existência dos pagamentos mencionados pelo vereador.

Zampieri afirma que denúncia envolve pagamento de propina

Na gravação, Ricardo Zampieri afirma que sua atuação como vereador inclui a fiscalização e a investigação de possíveis irregularidades envolvendo o poder público. Ele sustenta que a própria Câmara Municipal não deveria conduzir a investigação sobre as suspeitas mencionadas, defendendo que o Ministério Público seja responsável pela apuração.

Ao comentar a situação, o parlamentar afirma que está encaminhando a formalização de uma notícia de fato ao órgão ministerial, com informações relacionadas às suspeitas de pagamento de propina a vereadores de Ponta Grossa. Zampieri também declara que está disposto a colaborar com as investigações e acompanhar os desdobramentos do caso junto à Promotoria de Justiça.

Embora o vereador apareça diante da sede do Ministério Público e afirme estar formalizando a denúncia, o vídeo não apresenta um comprovante de protocolo que permita confirmar o recebimento oficial da documentação. Também não foram divulgados, na gravação, os nomes dos supostos envolvidos, os valores dos pagamentos mencionados ou documentos que comprovem a ocorrência das irregularidades.

Câmara encaminhou vereador à Corregedoria por nove votos a um

A manifestação ocorre após a Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovar, na segunda-feira (21), o encaminhamento de uma representação apresentada pelo vereador Guilherme Mazer (PT) contra Ricardo Zampieri. A decisão recebeu nove votos favoráveis e um contrário. Os dois parlamentares envolvidos na representação não participaram da votação.

O procedimento teve origem em declarações feitas por Zampieri durante a sessão ordinária de 24 de agosto, quando mencionou supostos “malotes” e afirmou que uma eventual nova operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) poderia atingir integrantes do Legislativo municipal.

Diante das declarações, Guilherme Mazer apresentou uma representação solicitando que Zampieri fosse intimado a entregar, no prazo de 48 horas, documentos que sustentassem as afirmações. O vereador petista também solicitou o encaminhamento do caso à Corregedoria caso os documentos não fossem apresentados.

Durante a sessão de segunda-feira, Mazer afirmou que o prazo havia sido concedido, mas que não houve apresentação das provas dentro do período estabelecido.

Vereador questiona investigação na própria Câmara

Durante a votação da representação, Zampieri já havia anunciado que pretendia encaminhar as informações diretamente ao Ministério Público. Na ocasião, o parlamentar declarou que não entregaria os documentos à Câmara Municipal, argumentando que a apresentação das informações ao próprio Legislativo poderia comprometer a apuração dos fatos.

Ele também classificou a representação apresentada por Mazer como uma tentativa de retaliação política, alegação que não foi estabelecida como fato pela votação dos vereadores. Agora, no vídeo divulgado em frente ao Ministério Público, Zampieri reforça sua posição e afirma que continuará denunciando possíveis irregularidades.

O parlamentar também se refere ao procedimento na Corregedoria e declara que não pretende recuar diante da possibilidade de ser investigado.

O que acontece agora?

O caso envolvendo Ricardo Zampieri passa a ter duas questões distintas. A primeira diz respeito à representação encaminhada à Corregedoria da Câmara Municipal, que deverá examinar as declarações feitas pelo vereador e os procedimentos relacionados à cobrança de provas.

A segunda envolve as suspeitas de pagamento de propina mencionadas por Zampieri, cuja eventual apuração pelo Ministério Público dependerá do recebimento e da análise das informações apresentadas. A votação realizada na Câmara não representou uma condenação do vereador nem determinou a aplicação de penalidades.

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Heryvelton Martins
Autoria
Heryvelton Martins
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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