A plataforma Tootoria, lançada oficialmente nesta quarta-feira (13) no Hotel Planalto, foi o tema de hoje do quadro BnT Entrevista. Durante o bate-papo, os cofundadores da iniciativa, Albino Szesz Jr. e Maurício Fontana de Vargas, falaram sobre os objetivos da plataforma, os desafios da educação no cenário atual e o uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio ao ensino e à produção de conhecimento.
Necessidade de facilitar processos
Segundo Albino, a ideia da Tootoria começou a ser desenvolvida há cerca de dois anos e meio, a partir de experiências vividas tanto no ambiente acadêmico quanto no corporativo. Ele destacou que a proposta surgiu da necessidade de facilitar processos de ensino e treinamento utilizando inteligência artificial de maneira acessível e prática.
Se inscreva no nosso canal do YouTube e acompanhe nossa programação diária
“Tem muita coisa que dava para fazer melhor”, comentou durante a entrevista ao relembrar as dificuldades encontradas por professores e empresas na criação de conteúdos educacionais e treinamentos.
A plataforma utiliza inteligência artificial para auxiliar usuários na criação automatizada de cursos, apresentações, quizzes, apostilas, videoaulas e outros materiais educacionais. De acordo com Maurício, a ideia é reduzir o tempo gasto em tarefas operacionais e permitir que o educador ou especialista concentre esforços na parte humana do ensino. “O papel do professor não é gastar horas aprendendo ferramentas. A ideia é que ele possa focar na didática e no conhecimento”, explicou.
Confira as últimas notícias sobre Ponta Grossa (Clique aqui).
Plataforma também atende empresas e afins
Durante a entrevista, os cofundadores também reforçaram que a plataforma não foi pensada apenas para escolas ou universidades. A proposta atende também empresas, produtores de conteúdo e profissionais que desejam transformar conhecimento técnico em materiais organizados de aprendizagem.
Outro ponto abordado foi a preocupação em manter o ser humano como elemento central do processo educacional. Albino afirmou que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de apoio e não como substituta do professor. “A IA ajuda a eliminar a parte operacional, mas o controle continua sendo totalmente da pessoa que está criando o conteúdo”, afirmou.
Ligação com a UEPG
A entrevista também destacou a forte ligação da iniciativa com a Universidade Estadual de Ponta Grossa. Albino e Maurício se conheceram durante o curso de Engenharia de Computação da universidade, entre 2008 e 2012, e atualmente toda a equipe de desenvolvimento da plataforma é formada por egressos ou estudantes ligados à instituição.
Maurício, que atuou como cientista na Meta, também comentou como a experiência internacional contribuiu para a construção da plataforma. Segundo ele, o foco sempre esteve no desenvolvimento de sistemas que facilitem a vida das pessoas por meio da tecnologia.
Foco no mercado internacional
Na reta final da entrevista, os cofundadores revelaram que a Tootoria já foi planejada com foco no mercado internacional. A plataforma conta com recursos multilíngues e deverá receber novas funcionalidades nos próximos meses, incluindo sistemas de marketplace, personalização para empresas e ferramentas de aprendizado adaptativo para estudantes.
A plataforma já está disponível para testes gratuitos no site oficial da empresa. Os idealizadores afirmaram que o objetivo é tornar o acesso à criação de conteúdos educacionais mais simples, acessível e conectado às transformações provocadas pela inteligência artificial.
Serviço
Confira o Instagram do Albino Szesz Jr., do Maurício Fontana de Vargas e da Tootoria. Conheça a plataforma aqui.