Mães denunciam suposta discriminação contra crianças de ocupação em CMEI de Ponta Grossa
Famílias registraram boletim de ocorrência e cobram investigação sobre episódios de constrangimento envolvendo alunos da Ocupação Ericson John Duarte; reportagem especial mostra os relatos completos das mães

O caminho entre a casa e a escola já faz parte da rotina de dificuldades enfrentada por famílias da Ocupação Ericson John Duarte, em Ponta Grossa. Porém, segundo denúncias apresentadas por mães da comunidade, o problema teria ido além das ruas sem pavimentação e chegado até a porta de um CMEI da região.
Em reportagem especial realizada nesta terça-feira (9), mães relataram que crianças da ocupação teriam sido expostas a situações de constrangimento por chegarem à unidade com calçados sujos de barro após o trajeto até a escola. As famílias afirmam que os episódios configuram tratamento discriminatório e pedem investigação do caso.
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As denúncias foram levadas à 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, onde foi registrado um boletim de ocorrência solicitando a apuração dos fatos. A defesa das famílias aponta suspeita de discriminação e racismo institucional, alegando que as crianças da ocupação teriam recebido tratamento diferente de outros alunos.
O caso também foi levado à Justiça. A Associação Ericson John Duarte protocolou uma manifestação na 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa pedindo providências, incluindo acompanhamento dos órgãos competentes e a busca por soluções para evitar novos episódios de exposição das crianças.
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Na reportagem, as mães detalham os momentos que afirmam ter vivido na entrada da unidade escolar e relatam o impacto emocional da situação nas famílias.
A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio de nota oficial, que tomou conhecimento dos relatos e abriu uma apuração interna. A pasta reforçou que nenhuma criança deve ser impedida de acessar uma unidade escolar pelos motivos apresentados e orientou que denúncias sejam encaminhadas à Ouvidoria da SME.
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Confira a nota na íntegra:
A Secretaria Municipal de Educação (SME) esclarece que tomou conhecimento dos relatos na tarde desta quarta-feira (27) e imediatamente iniciou uma apuração sobre o caso.
O Município reforça que nenhuma criança deve ser impedida de acessar nenhuma unidade escolar pelas razões expostas e que qualquer procedimento diferente deve ser denunciado na Ouvidoria da SME – à disposição da comunidade pelo telefone 3220-1000 (Ramal 1118) ou no e-mail [email protected].
Por fim, a Secretaria esclarece que, para fins legais, publicações em redes sociais, por exemplo, não podem ser utilizadas como ferramenta para a abertura de um processo administrativo.
Confira a reportagem completa aqui:























