Um novo acidente com material perfurocortante em Tibagi reacendeu a preocupação com o descarte irregular de resíduos biológicos no município. O caso ocorreu na última quinta-feira (22), quando uma associada da Acamarti (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Tibagi) foi ferida durante o trabalho de triagem de resíduos sólidos.
Segundo informações apuradas, o objeto responsável pelo ferimento seria um material perfurocortante possivelmente utilizado em procedimentos veterinários, descartado de forma irregular no lixo comum. Situações como essa colocam em risco direto os trabalhadores que atuam na separação manual de recicláveis, uma atividade essencial para a sustentabilidade ambiental do município.
Após o ocorrido, a colaboradora recebeu atendimento imediato e iniciou o protocolo de segurança recomendado, que inclui exames laboratoriais e uso de medicação de quimioprofilaxia. A enfermeira responsável pelo atendimento lamentou o episódio e destacou a recorrência do problema, classificando o descarte irregular como um grave desrespeito à saúde dos trabalhadores.
A Prefeitura de Tibagi, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, reforça que esse não é um caso isolado. Outros acidentes semelhantes já foram registrados na Acamarti, evidenciando uma falha recorrente no cumprimento das normas de descarte de resíduos biológicos.
De acordo com a gerente de Vigilância Sanitária, Cristiane S. do Prado, materiais como agulhas, scalp e resíduos contaminantes continuam sendo encontrados no lixo doméstico encaminhado à associação. O problema envolve tanto usuários de insulina quanto empresas privadas, como clínicas odontológicas, estéticas e veterinárias, que são legalmente obrigadas a contratar serviços especializados para coleta e destinação desses resíduos.
A Vigilância Sanitária orienta que pessoas que utilizam insulina devem devolver as agulhas usadas na farmácia municipal, garantindo o descarte seguro. Já estabelecimentos de saúde privados precisam manter contratos regulares de coleta, geralmente com recolhimento quinzenal, evitando riscos aos trabalhadores, à população e ao meio ambiente.
A Prefeitura reforça que o descumprimento dessas normas pode resultar em penalidades legais e pede a colaboração da comunidade.
*Com Assessorias
Leia também: PM prende autor de roubo e sequestro em Ponta Grossa menos de 24 horas após o crime


















