SEXTA-FEIRA · 28 AGO 2026Ponta Grossa 26°C 🌦️
Publicidade
Pet

Acne felina: como tratar e prevenir cravos no queixo do gato

A acne felina é uma dermatopatia comum em gatos domésticos, caracterizada por cravos e lesões no queixo. Sem tratamento, pode evoluir para infecções secundárias. Especialistas orientam sobre limpeza e prevenção.

Acne felina: como tratar e prevenir cravos no queixo do gato
Crédito: blog.cobasi.com.br
Publicidade

Pontinhos pretos no queixo do gato podem ser mais do que sujeira: são sinais clássicos de acne felina, uma alteração dermatológica muito observada em gatos domésticos. A condição, considerada um distúrbio de queratinização folicular, ocorre quando os folículos pilosos produzem queratina em excesso e ficam obstruídos. Embora comum, muitos tutores desconhecem como tratar e prevenir o problema, que pode causar desconforto e infecções.

O que causa a acne felina?

As causas por trás desse processo ainda não foram totalmente esclarecidas, mas estudos indicam que fatores como dificuldade de autolimpeza, estresse, predisposição seborreica e outras doenças de pele podem contribuir para o surgimento das lesões. Isso significa que as causas da acne felina ainda não foram completamente esclarecidas, embora alguns fatores possam influenciar seu surgimento e sua evolução.

O uso de comedouros e bebedouros de plástico também é discutido como um possível fator associado, pois superfícies com microfissuras podem favorecer o acúmulo de resíduos e microrganismos, além de existir a hipótese de hipersensibilidade ao material. A maioria dos especialistas concorda que o contato com plástico pode aumentar o risco de acne felina, mas o mecanismo por trás dessa relação ainda gera controvérsias.

Excesso de oleosidade, estresse, baixa imunidade, má higienização do ambiente e doenças de base, como dermatites alérgicas, podem estar associados à acne felina. No entanto, atualmente, a doença é considerada idiopática e multifatorial.

Sinais e evolução do quadro

Em casos leves, a acne em gatos costuma causar apenas cravos escuros, conhecidos como comedões, na região do queixo e lábios inferiores dos animais. A condição acontece quando o acúmulo de queratina, células mortas e sujeiras causa o entupimento dos poros dos animais, levando à formação dos comedos ou comedões — aqueles pontinhos pretos parecidos com os cravos humanos.

Sem o tratamento adequado, os folículos obstruídos podem inflamar e formar crostas, pápulas, pústulas e lesões dolorosas, além de infecções bacterianas secundárias. Com a evolução do quadro, essas estruturas às vezes se rompem, desencadeando um processo inflamatório conhecido como foliculite. Quando isso acontece, bactérias e fungos podem se proliferar e causar infecções secundárias, deixando as lesões mais inflamadas, doloridas e extensas.

Embora seja mais comum no queixo, as lesões de acne felina também podem atingir os lábios inferiores e toda a região ao redor da boca do animal. Quando há infecção secundária associada, além dos cravos, os gatos costumam apresentar pústulas, crostas, secreção, vermelhidão e sensibilidade no local.

Infecções secundárias e dados de estudo

Um estudo publicado na revista Veterinary Dermatology identificou bactérias em 45% dos casos de acne felina avaliados, em especial dos gêneros Staphylococcus e Streptococcus. O trabalho também encontrou indícios de Malassezia pachydermatis — associada à malasseziose felina — em 18% dos gatos e de Microsporum canis — associado à dermatofitose felina — em 4,5% dos felinos investigados.

Quando as lesões estão associadas a outras dermatopatias, como dermatite alérgica, demodicose, dermatofitose ou malasseziose, o quadro é chamado de acne secundária. A doença pode surgir uma única vez, como um episódio isolado, ou apresentar caráter crônico, com crises recorrentes ao longo da vida.

Como tratar e prevenir

Jamais cutuque, esprema ou estoure lesões de acne felina. O manuseio inadequado pode machucar, piorar a inflamação e favorecer a proliferação de microrganismos associados a infecções secundárias, como Streptococcus spp. e Staphylococcus spp.

Para prevenção, recomenda-se manter o ambiente limpo, oferecer alimentação em recipientes de vidro, cerâmica ou inox e higienizar a região do queixo do animal conforme orientação veterinária. Em casos persistentes, é essencial buscar avaliação profissional para identificar possíveis doenças de base e definir o tratamento adequado.

Se você notar pontinhos pretos ou lesões no queixo do seu gato, procure um médico-veterinário. O diagnóstico precoce evita complicações e garante mais conforto ao felino.

Fonte

Tags
Quer ver a BnT mais vezes no Google?
Redação BnT
Autoria
Redação BnT
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
Ver todas as matérias →
Publicidade

Comentários

Nenhum comentário ainda

Deixe seu comentário

1500 caracteres restantes

Ao comentar você concorda com a publicação do seu nome e do seu comentário nesta página. Seu e-mail não é exibido e é usado apenas para moderação. Comentários ofensivos podem ser removidos pela redação — veja a política de privacidade.

Carregando comentários…

Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede