O acusado de feminicídio em Ponta Grossa foi condenado a 51 anos de prisão em regime fechado após ser julgado no Tribunal do Júri nesta quinta-feira (19), no Fórum da cidade. O julgamento tratou do assassinato de Renata Santos Lourenço, de 26 anos, que estava grávida de três meses no momento do crime, ocorrido em agosto de 2024.
Segundo as informações apresentadas durante o júri, o réu, Jhonatan Cardoso da Silva, de 27 anos, foi responsabilizado pela morte da jovem na manhã de 28 de agosto de 2024, na Vila Coronel Cláudio. A investigação da Polícia Civil concluiu que Renata foi atacada dentro da própria residência, onde recebeu golpes de faca no pescoço.
A cena encontrada pela polícia também chamou atenção pela gravidade: o corpo da vítima estava ao lado da filha do casal, de apenas três anos, que presenciou a situação e sobreviveu. Atualmente, a criança está sob os cuidados da família materna.
De acordo com o delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pela investigação, o crime teria sido motivado por uma discussão entre o casal. A vítima teria recusado o envolvimento do companheiro com o tráfico de drogas, o que levou ao ataque fatal. A Polícia Militar confirmou, à época, que o crime aconteceu na presença da criança.
O caso de feminicídio ganhou grande repercussão na cidade devido à brutalidade e às circunstâncias envolvendo a gestação da vítima e a presença da filha pequena. Durante o julgamento, o Tribunal do Júri entendeu que foram configuradas as qualificadoras apresentadas na denúncia, entre elas feminicídio, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a condenação, Jhonatan deverá cumprir a pena de 51 anos em regime fechado. A sentença foi considerada um desfecho importante para familiares e moradores que acompanhavam o caso desde 2024.
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