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Ala radical do Irã acusa negociadores de golpe após acordo com EUA

Facções linha-dura do Irã acusam autoridades que negociaram com Washington de tramarem um golpe contra o líder supremo Mojtaba Khamenei. A crise política se intensifica após ataques no Estreito de Ormuz e o frágil cessar-fogo com os EUA.

Ala radical do Irã acusa negociadores de golpe após acordo com EUA
Crédito: CNN Brasil
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Uma ala radical do Irã acusa os negociadores do acordo com os Estados Unidos de articularem um golpe para consolidar poder na ausência do atual líder supremo, Mojtaba Khamenei. A tensão política cresce no país, enquanto facções linha-dura exigem vingança pela morte do antigo líder e rejeitam qualquer trégua com Washington.

Acusações de golpe contra negociadores

Autoridades que negociam com Washington são apontadas por ultrarradicais como articuladores de um plano para consolidar poder na ausência do atual líder supremo. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, caminhou ao lado do caixão do antigo líder supremo, Ali Khamenei, em Teerã, na semana passada. Facções linha-dura acreditam que autoridades iranianas cederam ao assinar um acordo que desafia ordens do atual líder supremo, Mojtaba Khamenei. Khamenei tem permanecido longe dos olhos do público, sem se dirigir diretamente à nação nem afirmar visivelmente sua autoridade.

Parlamentar radical alerta para golpe

Mahmoud Nabavian, parlamentar radical, questionou na rede social X: ‘Alerta ao povo do Irã: um golpe está a caminho?’ dias antes do funeral de Khamenei. Nabavian escreveu: ‘Nestes momentos de despedida do Imam mártir (Khamenei), erguemos a bandeira da vingança pelo seu sangue e permanecemos firmes contra o golpe’.

Figuras visíveis no poder

Na ausência de Mojtaba, o negociador-chefe Mohammad Bagher Ghalibaf, Pezeshkian e Araghchi tornaram-se as figuras mais visíveis à frente do Irã no pós-guerra. A ala linha-dura acusou Ghalibaf, Pezeshkian e Araghchi de conspirar para um golpe, segundo Arash Azizi. Azizi afirmou: ‘A ausência prolongada de Mojtaba significa que não têm acesso a ele e que Ghalibaf e seus aliados estão efetivamente no comando do país’. A ala ultrarradical acusou Ghalibaf e Pezeshkian de tramarem um ‘golpe’ contra Mojtaba, conforme Azizi.

Exigências de vingança e rejeição ao acordo

Eles aproveitaram a ocasião para intensificar exigências de vingança pela morte de seu líder, por meio de uma nova guerra contra Washington, e para declarar rejeição a qualquer acordo com Trump. Um frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA praticamente ruiu depois que a Guarda Revolucionária lançou ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz. Os ataques desencadearam retaliação de Washington e novas exigências dos extremistas iranianos para que a trégua fosse descartada.

Ameaças diretas aos líderes

Nas semanas que antecederam o início das hostilidades, grupos voltaram sua fúria contra os líderes que assinaram o acordo com os Estados Unidos. Mohammad Ali Bakhshi, cantor religioso ligado à segurança, advertiu: ‘Senhor presidente, se as condições do líder não forem cumpridas, então seremos nós, a lâmina e sua garganta’. Bakhshi completou: ‘Traremos o inferno sobre você’.

A crise política no Irã se aprofunda, com acusações de golpe e ameaças diretas aos líderes que negociaram com os EUA. O desfecho dessa disputa interna pode ter impactos significativos na região e nas relações com Washington. Acompanhe as atualizações no Portal Boca no Trombone.

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