Alexandre Ramagem nos EUA foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA na cidade de Orlando, onde acabou encaminhado a um centro de detenção por questões migratórias. A confirmação foi feita por autoridades brasileiras e norte-americanas.
A situação do ex-parlamentar se agravou após a cassação de seu mandato pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025, quando também teve o passaporte diplomático cancelado. Desde então, ele passou a ser considerado foragido da Justiça brasileira.
A investigação aponta que Ramagem deixou o país ainda em setembro de 2025, durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal que resultou em sua condenação a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe. A fuga ocorreu por via terrestre, com travessia pela cidade de Bonfim, na fronteira com a Guiana.
Após deixar o território brasileiro, ele seguiu viagem até os Estados Unidos, com entrada registrada em Miami no dia 11 de setembro de 2025.
Ainda naquele ano, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição, encaminhado via Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado norte-americano. Agora, com a prisão confirmada, o processo deve avançar nas cortes dos Estados Unidos.
Além do aspecto jurídico, o caso reacende discussões políticas no Brasil, principalmente por envolver um ex-integrante do governo de Jair Bolsonaro. Ramagem teve papel relevante como diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência entre 2019 e 2022, período em que ganhou notoriedade nacional.
Especialistas avaliam que a prisão pode acelerar decisões sobre a extradição, mas o processo ainda depende de trâmites legais e da análise das autoridades norte-americanas. Enquanto isso, o caso segue com forte impacto político e jurídico, tanto no cenário internacional quanto no Brasil.
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