Anvisa manda recolher bebida proteica e proíbe venda em todo o Brasil
Órgão apontou problemas relacionados à regularização do produto, estudos de estabilidade, rotulagem e requisitos de segurança

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (16) o recolhimento de todos os lotes de uma bebida proteica comercializada no Brasil. A medida também proíbe a fabricação, venda, distribuição e publicidade dos produtos atingidos pela decisão.
A determinação envolve as bebidas NotShake Protein, fabricadas pela NotCo Brasil. Segundo a Anvisa, os produtos não foram notificados como suplementos alimentares dentro do prazo previsto pelas regras de transição da regulamentação do setor, encerrado em 1º de setembro de 2026.
Além da questão envolvendo a regularização, a agência apontou outros problemas que fundamentaram a decisão.
Anvisa aponta problemas nos estudos apresentados
De acordo com o órgão regulador, os estudos apresentados pela empresa foram considerados insuficientes para demonstrar que a bebida mantém suas características durante todo o período de validade informado ao consumidor. A Anvisa também citou o uso considerado inadequado da expressão “zero lactose” nos produtos.
Outro ponto destacado pela agência é a presença de suco concentrado de repolho na composição da bebida. Conforme a Anvisa, não teria sido demonstrado o atendimento aos requisitos de segurança exigidos para esse ingrediente dentro da categoria de suplementos alimentares.
Classificação do produto também foi questionada
A agência afirmou ainda que houve uma recategorização inadequada das bebidas como alimentos à base de proteínas vegetais. Para a Anvisa, as características dos produtos indicam finalidade de suplementação de proteínas, vitaminas, minerais e fibras, o que exige o cumprimento das normas específicas aplicáveis aos suplementos alimentares.
Com a determinação, todos os lotes atingidos pela decisão devem ser recolhidos, enquanto fabricação, comercialização, distribuição e propaganda permanecem proibidas. Segundo o material divulgado nesta quarta-feira, a empresa responsável havia sido procurada para se manifestar sobre a decisão, mas ainda não havia apresentado posicionamento até a publicação das informações.
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