Bola Rolando: Operário renasce nos Aflitos e mantém vivo o sonho do acesso
Operário na briga pelo acesso ganha novo capítulo após reação diante do Náutico. Fantasma chega forte para confronto direto com o Criciúma.

O Operário na briga pelo acesso talvez seja uma frase que, algumas rodadas atrás, parecesse carregada demais de esperança. Hoje, não. Depois do que aconteceu no Estádio dos Aflitos, em Recife, o Fantasma mostrou que continua respirando e respirando forte na reta decisiva da Série B.
O empate por 3 a 3 diante do Náutico não pode ser analisado como um simples ponto conquistado fora de casa.
Foi muito mais.
Foi daqueles resultados que podem mexer com uma campanha.
Um começo para esquecer
O Operário começou muito mal.
Levou gol praticamente na saída, encontrou dificuldades para encaixar a marcação e, durante aproximadamente 20 minutos, viu o Náutico controlar a partida.
A sensação naquele momento era preocupante.
O Fantasma demorava para entrar no jogo, errava na organização e permitia que o adversário tivesse espaços. Aos poucos, porém, a equipe conseguiu colocar a bola no chão, melhorou principalmente no meio-campo e chegou ao empate ainda na primeira etapa.
Índio encontrou Vinícius Diniz em uma grande jogada e o atacante teve categoria para encobrir Muriel.
O intervalo chegou com 1 a 1 e um Operário completamente diferente daquele que havia iniciado a partida.
Quando tudo parecia perdido
O segundo tempo transformou a partida em uma montanha-russa.
O Náutico voltou a ficar em vantagem. Jean Carlos marcou de pênalti aos 37 minutos e, aos 43, Danielzinho aproveitou o rebote do goleiro Wagner para fazer 3 a 1.
Pronto.
Ou pelo menos parecia pronto.
Aos 43 minutos do segundo tempo, perder por dois gols fora de casa normalmente significa começar a pensar na próxima rodada.
Só esqueceram de avisar o Operário.
Boschilia cobrou uma falta espetacular aos 49 minutos e colocou a bola no ângulo. Era o 3 a 2 que parecia apenas diminuir um prejuízo.
Não era.
No último suspiro, Gabriel Feliciano lançou para Cuenu. O zagueiro apareceu como centroavante, antecipou a defesa e tocou na saída de Muriel.
3 a 3.
Um empate daqueles que têm gosto diferente.
O ponto vale mais do que parece
Existe diferença entre somar um ponto e conquistar um ponto.
O Operário conquistou esse.
Principalmente porque o resultado mantém o Fantasma dentro da disputa nas rodadas finais. Com o encerramento da 28ª rodada, a equipe aparece na oitava posição, com 44 pontos, ainda próxima dos adversários que ocupam as posições imediatamente acima.
Segundo as projeções apresentadas no Bola Rolando, 62 pontos aparecem como uma referência importante para a disputa pelas vagas que permanecem abertas. Para alcançar essa marca, o Operário teria de somar mais 18 pontos nos 30 ainda disponíveis.
Não é fácil.
Ninguém está dizendo que é.
Mas é possível.
E existe outro ingrediente importante: o momento.
Seis jogos sem perder
O empate no Recife levou o Operário a uma sequência de seis partidas sem derrota.
Isso pesa muito nesta fase do campeonato.
A reta final não costuma premiar apenas quem tem o melhor elenco ou fez a melhor campanha durante meses. Ela também beneficia quem chega crescendo na hora certa.
E o Operário está crescendo.
O Fantasma também conseguiu quebrar uma marca histórica no Recife: nunca havia marcado contra o Náutico nos Aflitos. Desta vez, marcou três vezes e conquistou seu melhor resultado diante do adversário naquele estádio.
E agora vem o Criciúma
É aqui que a história fica ainda mais interessante.
O próximo adversário é justamente o Criciúma.
Confronto direto.
O time catarinense aparece com 47 pontos, enquanto o Operário tem 44. Uma vitória do Fantasma levaria os dois clubes aos mesmos 47 pontos e também igualaria o número de vitórias das equipes.
Mais do que fazer contas, portanto, o Operário terá diante de si a oportunidade de interferir diretamente na classificação.
Não dependerá apenas do tropeço de alguém.
Poderá enfrentar e tirar pontos justamente de um concorrente direto.
O Fantasma está vivo
Ainda existem obstáculos.
Existem adversários à frente.
Existem pontos que precisam ser conquistados.
E existe uma Série B extremamente equilibrada.
Mas há também algo que não pode ser ignorado: o Operário chegou vivo ao momento decisivo.
Depois de estar perdendo por 3 a 1 aos 43 minutos do segundo tempo, voltar para Ponta Grossa com um empate por 3 a 3 diz alguma coisa sobre esse time.
Diz que ele não desistiu.
Agora vem o Criciúma.
E aí não será apenas mais uma rodada.
Pode ser o jogo que transforme uma possibilidade matemática em uma candidatura ainda mais concreta na reta final.
O Fantasma está vivo.
E, depois do que aconteceu nos Aflitos, ninguém deveria enterrá-lo antes da hora.
Assista a análise completa:
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