Após notificações da Rumo, Justiça descarta retirada imediata de moradores em PG
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a criação de uma comissão permanente, que terá a função de acompanhar a situação das moradias localizadas nas proximidades da ferrovia e buscar soluções adequadas para cada realidade

Mais de 100 famílias das regiões da Chapada e Boa Vista, em Ponta Grossa, que receberam notificações da concessionária Rumo nas últimas semanas, tiveram uma sinalização de tranquilidade após audiência pública realizada pela Justiça Federal nesta quarta-feira (17). Durante o encontro, foi informado que não haverá retirada dos moradores neste momento.
A audiência ocorreu de forma virtual e foi conduzida pelo juiz federal Antônio César Bochenek. Participaram da reunião representantes das famílias, Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), concessionária Rumo, Prefeitura de Ponta Grossa, União por Moradia e demais entidades envolvidas na discussão.
As notificações geraram preocupação entre moradores que vivem há anos em áreas próximas à linha férrea. Desde o início da situação, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, vereador Julio Kuller (PL), tem acompanhado o caso e defendido que qualquer medida seja construída por meio do diálogo.
Na tarde desta quinta-feira (18), Julio esteve na Vila Borato, uma das localidades onde moradores receberam o comunicado da concessionária. Segundo ele, a prioridade é garantir segurança às famílias enquanto o processo segue em análise.
“O debate sobre a ocupação cabe à Justiça. O que nos preocupa são as famílias que vivem nessas áreas há muitos anos, construíram suas vidas ali e não podem ser deixadas em uma situação de insegurança e incerteza. É preciso buscar soluções com responsabilidade e respeito às pessoas”, afirmou.
DIÁLOGO COM AS FAMÍLIAS
O presidente da Câmara ressaltou que a discussão envolve trabalhadores e famílias que precisam de acompanhamento do poder público durante todo o processo.
“Estamos falando de trabalhadores, pais e mães de família. Não é razoável que centenas de pessoas vivam sob a ameaça de perder suas casas sem que exista uma alternativa clara. O diálogo e a assistência às famílias precisam fazer parte dessa discussão”, destacou Julio.
Durante a audiência, o juiz federal reforçou que nenhuma família será retirada das residências neste momento. A concessionária Rumo também informou que não pretende realizar despejos.
COMISSÃO VAI ACOMPANHAR CASOS
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a criação de uma comissão permanente, que terá a função de acompanhar a situação das moradias localizadas nas proximidades da ferrovia e buscar soluções adequadas para cada realidade.
Para Julio Kuller, a decisão representa um avanço e traz mais segurança aos moradores enquanto o tema segue sendo discutido.
“As famílias precisavam dessa tranquilidade. Agora, o mais importante é que o processo continue sendo conduzido com seriedade, responsabilidade e respeito. Vamos seguir acompanhando e cobrando para que os direitos dessas pessoas sejam preservados”, concluiu. (Com assessoria)
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