Arrecadação da Receita Federal cai 7,9% em novembro, em Ponta Grossa
A arrecadação da Receita Federal apresentou queda significativa em novembro de 2025, em Ponta Grossa, conforme relatório divulgado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) do município, responsável por 64 cidades da região. No mês, foram arrecadados R$ 821.923.683, valor 3,79% menor que o registrado em novembro de 2024. Quando corrigido pelo IPCA, o […]

A arrecadação da Receita Federal apresentou queda significativa em novembro de 2025, em Ponta Grossa, conforme relatório divulgado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) do município, responsável por 64 cidades da região. No mês, foram arrecadados R$ 821.923.683, valor 3,79% menor que o registrado em novembro de 2024. Quando corrigido pelo IPCA, o recuo real chega a 7,90%.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a situação também é de retração. A arrecadação totalizou R$ 9.778.402.768, contra R$ 10.478.421.624 no mesmo período do ano anterior — queda nominal de 6,68% e real de 11,23%. O resultado reflete o comportamento econômico dos estados do Paraná e Santa Catarina, que compõem a 9ª Região Fiscal, e impacta diretamente a região de Ponta Grossa.

Entre os fatores que influenciaram o desempenho estão a redução no volume em dólar das mercadorias importadas, o cenário cambial desfavorável e o aumento expressivo das compensações tributárias declaradas via DComp. Tributos vinculados à importação tiveram retração de 16,5%, resultado alinhado à queda de 6,7% no volume importado e à variação de -8,03% na taxa média de câmbio.
Confira as últimas notícias sobre Ponta Grossa (Clique aqui).
Apesar das quedas em alguns setores, outros indicadores puxaram o resultado para cima. A arrecadação previdenciária cresceu 7,7%, impulsionada pelo aumento da massa salarial. Também houve alta em COFINS/PIS (exceto importação), influenciada pelos setores de serviços administrativos, indústria automotiva e comércio atacadista e varejista.
O IRPF apresentou crescimento de 19,6%, especialmente devido ao aumento nos ganhos de capital na venda de bens duráveis. Já o Simples Nacional registrou alta de 6,4%, refletindo o desempenho positivo das micro e pequenas empresas. Outro destaque foi o IOF, que cresceu 39,7% por conta do aumento de operações de crédito para pessoas jurídicas.
Por outro lado, setores como IPI sobre automóveis registraram forte queda de 56,5%, e o IPI de outros produtos só não caiu devido à influência da produção industrial, que oscilou ao longo dos meses.
Os indicadores macroeconômicos do IBGE mostram desaceleração em diversos setores em outubro, setembro e agosto de 2025, reforçando o cenário que influencia diretamente a arrecadação da Receita Federal em Ponta Grossa.

*Com informações da Receita Federal























