SEGUNDA-FEIRA · 31 AGO 2026Ponta Grossa 22°C ☁️
Publicidade
Entretenimento

Ator de Quinze Dias relata racismo e homofobia

Diego Lira, intérprete de Caio no filme ‘Quinze Dias’ da Netflix, revela ter sofrido ataques racistas e homofóbicos. O ator surpreendeu-se com comentários preconceituosos por ser um galã negro. Ele também compartilha experiências de racismo desde a infância.

Ator de Quinze Dias relata racismo e homofobia
Diego Lira, ator — Foto: Reprodução Instagram | @odiegoliraa
Publicidade

O ator Diego Lira, que interpreta Caio no romance LGBT ‘Quinze Dias’ da Netflix, afirmou que não é segredo que passa por homofobia e relatou um caso de racismo. Em entrevista, ele contou que foi chamado de ‘Neguinho’ e que recebeu ataques preconceituosos por seu papel de galã. A declaração foi dada em meio à repercussão do filme, que aborda a história de amor entre dois adolescentes.

Lira, que vive um rapaz atlético e carismático na trama, disse ter ficado surpreso com a quantidade de comentários negativos por ser uma pessoa negra nessa posição. ‘Alguns não me acharam bonito o suficiente [para ser galã] e teve aquele lance da pressão de ser perfeito e eu já imaginava isso’, revelou. O ator explicou que, diante das críticas, adotou uma postura resiliente: ‘Cara, só segue em frente e foi assim que eu segui’.

Reação a ataques preconceituosos

Os ataques não se limitaram a Lira. Miguel Lallo, que também integra o elenco, foi alvo de comentários gordofóbicos. A dupla, caracterizada para o filme, enfrentou ofensas que vão desde a cor da pele até o corpo. ‘Me chamaram de Neguinho’ e ‘gordo não pode amar’ foram algumas das frases citadas. A situação evidencia o preconceito estrutural presente no entretenimento e na sociedade.

Apesar da gravidade, Lira afirma que já desenvolveu mecanismos para lidar com esse tipo de situação. Ele reconhece, porém, que sua experiência não se compara à de pessoas negras de pele retinta. ‘Desde novo lidei um pouco com racismo, mesmo não sendo uma pessoa de pele retinta e eu sei que jamais vou sofrer o que uma pessoa retinta vai sofrer, mas isso não apaga o racismo que eu sofro, sabe?’, desabafou.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.terra.com.br

Construção da resiliência

A resiliência do ator foi construída a partir de outras experiências ao longo da vida. Ele explicou que, desde cedo, precisou aprender a conviver com situações de discriminação. Mesmo assim, faz questão de destacar as diferenças entre sua vivência e a de pessoas negras de pele retinta, que enfrentam um racismo ainda mais violento. Essa consciência, segundo ele, não diminui a dor que sente, mas o ajuda a seguir em frente.

O filme ‘Quinze Dias’, disponível na Netflix, tem sido elogiado por trazer representatividade LGBT e racial. No entanto, os ataques sofridos pelo elenco mostram que ainda há um longo caminho a percorrer. A produção, que se passa no Brasil, aborda temas como autoaceitação e primeiro amor, mas também escancara os desafios enfrentados por quem foge do padrão.

Impacto e representatividade

A repercussão do caso levanta debates sobre a importância da representatividade negra e LGBT nas telas. Para Lira, ocupar o papel de galã é um ato político. ‘Eu já tinha atacado meio que o dane-se pra isso’, disse, referindo-se à pressão estética. A fala do ator ecoa a luta de muitos artistas que desafiam os padrões impostos pela indústria.

Enquanto isso, o público segue dividido. Nas redes sociais, muitos fãs defendem o elenco e celebram a diversidade do filme. Outros, porém, insistem em propagar discursos de ódio. A equipe de ‘Quinze Dias’ ainda não se pronunciou oficialmente sobre os ataques, mas a fonte não detalhou se haverá medidas legais.

Próximos passos

Diego Lira, por sua vez, segue focado em seu trabalho. Ele espera que sua participação no filme inspire outros jovens negros e LGBTs a ocuparem espaços de destaque. ‘Só segue em frente’, repetiu, como um mantra. A declaração do ator serve como um lembrete de que a luta contra o preconceito é diária e exige coragem.

Para o público, fica o convite para assistir a ‘Quinze Dias’ e refletir sobre as mensagens de amor e aceitação. O filme está disponível na Netflix e tem gerado debates importantes sobre representatividade. Enquanto isso, o portal Boca no Trombone continua acompanhando os desdobramentos dessa história.

Fonte

Tags
Quer ver a BnT mais vezes no Google?
Redação BnT
Autoria
Redação BnT
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
Ver todas as matérias →
Publicidade

Comentários

Nenhum comentário ainda

Deixe seu comentário

1500 caracteres restantes

Ao comentar você concorda com a publicação do seu nome e do seu comentário nesta página. Seu e-mail não é exibido e é usado apenas para moderação. Comentários ofensivos podem ser removidos pela redação — veja a política de privacidade.

Carregando comentários…

Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede