O ex-presidente da Fifa, Joseph Sepp Blatter, afastado do cargo em 2015 por acusações de fraude e corrupção, voltou a atacar publicamente a gestão de seu sucessor, Gianni Infantino. Desta vez, o foco das críticas recai sobre o novo formato da Copa do Mundo e a escolha dos países-sede para a edição de 2026, que será co-organizada por Estados Unidos, México e Canadá.
Em declarações à “Radio Canadá”, Blatter disparou contra a disparidade na distribuição de partidas. Ele afirmou que os norte-americanos são beneficiados de um torneio que, em sua visão, nem deveria ocorrer no território.
Novo formato da Copa do Mundo 2026
O atual dirigente da Fifa expandiu o Mundial de seleções de 32 para 48 participantes. Essa mudança significativa altera a dinâmica da competição.
Com essa ampliação, as novas edições do torneio passarão a contar com 104 jogos. É um aumento expressivo em relação aos modelos anteriores.
Escolha da sede norte-americana
Para sediar essa versão ampliada, a entidade máxima do futebol escolheu uma co-organização inédita. Ela envolve três nações da América do Norte: Estados Unidos, México e Canadá.
No entanto, essa parceria não terá divisão igualitária de partidas. A situação gerou polêmica desde o anúncio oficial.
Disparidade na distribuição de jogos
Os Estados Unidos serão palco de 78 duelos da Copa do Mundo. Esse número representa a grande maioria dos confrontos programados.
Além disso, os norte-americanos sediarão todos os jogos a partir das oitavas de final. Isso garante presença constante das etapas decisivas em seu território.
Os 26 jogos restantes serão distribuídos entre México e Canadá. A proporção é consideravelmente menor para essas duas nações.
Crítica de Blatter à distribuição
Joseph Blatter detonou esse modelo de distribuição em entrevista à “Radio Canadá”. Ele classificou a disparidade como algo que “não está de acordo com o desenvolvimento do futebol”.
Para o ex-presidente, a concentração de partidas nos EUA vai contra os princípios de promoção e crescimento equilibrado do esporte globalmente. Essa crítica se soma a um histórico de desavenças com a atual administração da Fifa.
Críticas à gestão de Gianni Infantino
Além de questionar o formato e a sede, Blatter acusou a relação entre Gianni Infantino e Donald Trump de “transformar o futebol em política”. Essa afirmação ganha contornos específicos quando se observa um episódio recente.
Prêmio da Paz para Donald Trump
Durante o sorteio dos grupos do Mundial, em dezembro do ano passado, Infantino premiou o presidente dos EUA com o recém-criado Prêmio da Paz. A decisão gerou reações mistas na comunidade esportiva.
A falta de transparência nos critérios que levaram à escolha de Donald Trump foi alvo de polêmica. A fonte não detalha as especificidades dessas controvérsias.
Esse contexto político parece alimentar as suspeitas de Blatter sobre os motivos por trás das decisões administrativas. As implicações dessas acusações reverberam no cenário esportivo internacional.
Repercussão e contexto histórico
As declarações de Joseph Sepp Blatter ocorrem em um momento delicado para sua imagem. Ele foi afastado da presidência da Fifa em 2015 por acusações de fraude e corrupção.
Apesar disso, o ex-dirigente mantém influência e voz ativa em debates sobre o futuro do futebol. Suas críticas ao modelo da Copa do Mundo 2026 refletem preocupações mais amplas.
Tensão entre tradição e inovação
As preocupações de Blatter envolvem a comercialização e a politização do esporte. Por outro lado, a gestão de Gianni Infantino defende as mudanças como necessárias para modernizar e expandir o alcance do futebol.
A administração atual argumenta que o aumento no número de seleções e jogos beneficia mais países. A co-organização com EUA, México e Canadá é vista como uma estratégia para consolidar o esporte em uma região de grande potencial econômico.
No entanto, a distribuição desigual de partidas continua sendo um ponto de atrito significativo. Enquanto a preparação para a Copa do Mundo 2026 avança, as polêmicas levantadas por Blatter destacam tensões entre tradição e inovação no futebol global.
Seus comentários servem como um lembrete de que decisões administrativas podem ter impactos duradouros no desenvolvimento do esporte. O debate sobre quem realmente se beneficia com essas mudanças provavelmente continuará até a bola rolar em 2026.


















