Hoje é quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, e começo esta coluna com a sensação clara de que o Operário Ferroviário viveu, em menos de 24 horas, dois retratos completamente diferentes da sua realidade esportiva. Um que anima, outro que preocupa — e muito.
Começo pela base, porque ela merece. O Operário entrou em campo ontem à tarde, em Paulínia, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, e fez um bom jogo diante do Vila Nova. O empate em 1 a 1 foi justo e, mais do que isso, foi positivo. O time mostrou organização, competitividade e maturidade para disputar uma competição dura como a Copinha.
Confira o podcast na íntegra aqui:
O Fantasma saiu na frente, aproveitando uma falha na saída de bola do adversário, e acabou sofrendo o empate em um erro semelhante. Faz parte do processo de formação. Com o resultado, o Operário assumiu a segunda colocação do Grupo 20, atrás apenas da Portuguesa de Desportos. O cenário é claro: se empatar com a Portuguesa no sábado, às 13h, o Operário se classifica sem depender de ninguém. Se perder, passa a fazer contas. Ainda assim, é um time vivo, competitivo e com boas chances, desde que saiba se defender bem.
Agora, saindo da base e indo para o profissional… aí a conversa muda completamente.
A estreia do Operário no Campeonato Paranaense foi, sem exagero, uma das piores dos últimos dez anos. A derrota por 2 a 0 para o Londrina Esporte Clube saiu barata diante do que vimos em campo. O time foi mal escalado, mal organizado, lento, previsível e vulnerável o tempo todo.
E aqui eu faço questão de registrar: eu avisei antes da bola rolar. Quando vi a escalação, especialmente a dupla de zaga formada por André Dantas e Charles, ficou evidente que o Operário corria sérios riscos. Não é profecia, é análise. Já vi esses jogadores atuarem e, sinceramente, eles não estão no nível de Série A do Paranaense, muito menos de um clube que disputa Série B nacional.
O mais difícil de entender foi a falta de reação. A defesa falhava, os gols saíram em erros gritantes, e mesmo assim a zaga não foi mexida. Jogadores como Bernardo e até atletas da base poderiam ter sido alternativas melhores. Para mim, não há dúvida: Léo Borges, da base, hoje entrega mais do que os zagueiros que começaram jogando.
Some-se a isso o condicionamento físico claramente abaixo do ideal. O Operário voltou a treinar tarde, teve interrupções, problemas de documentação, jogadores sem condições legais de atuar, e tudo isso apareceu em campo. O time morreu fisicamente, perdeu duelos e não conseguiu competir.
O técnico Alex de Souza foi lúcido na entrevista pós-jogo. Reconheceu que o Londrina foi melhor e venceu com justiça. Concordo plenamente. O problema é que o próximo desafio já é sábado, contra o Maringá Futebol Clube, um adversário bem mais forte do que muita gente imagina. E é justamente o único dos quatro primeiros jogos em casa. Ou reage agora, ou a pressão vem pesada.
Fecho esta coluna falando de algo positivo fora das quatro linhas: a estreia da equipe do BnT Esportes na parceria com a Rádio Cescage FM 107.7. Foi um show de audiência, de entrega e de resposta do público. A dobradinha que “joga por música” começou do jeito certo, e seguimos juntos, todos os dias, das 11h às 12h, além das transmissões dos jogos do Operário.
Seguimos analisando, cobrando e acompanhando. Porque aqui, a bola não para de rolar.
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