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Bola Rolando – Entre o Maracanã e Vila Oficinas, o futebol segue pulsando

Sexta-feira, 19 de dezembro de 2025. Chego para mais um Bola Rolando com dois assuntos que, convenhamos, mexem diretamente com a nossa vida futebolística aqui no Paraná — e, claro, com quem respira Operário Ferroviário todos os dias. Começo pelo cenário nacional. Neste domingo, Vasco da Gama e Corinthians decidem a Copa do Brasil. E […]

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Sexta-feira, 19 de dezembro de 2025. Chego para mais um Bola Rolando com dois assuntos que, convenhamos, mexem diretamente com a nossa vida futebolística aqui no Paraná — e, claro, com quem respira Operário Ferroviário todos os dias.

Começo pelo cenário nacional. Neste domingo, Vasco da Gama e Corinthians decidem a Copa do Brasil. E decidem em igualdade absoluta. O 0x0 da Neoquímica Arena deixou tudo em aberto. O Vasco fez um jogo muito bom, muito bem organizado pelo Fernando Diniz, com leitura correta de espaço, posse de bola consciente e coragem. Poderia, sim, ter matado o jogo. Parou, porém, na experiência do Dorival Júnior, que mesmo jogando em casa teve dificuldade para neutralizar o time carioca.

Confira o podcast na íntegra aqui:

Agora a decisão vai para o Maracanã. E, ao contrário do que muitos pensam, o Maracanã é muito mais neutro do que a Neoquímica. A torcida do Vasco é enorme, mas a do Corinthians também deve comparecer em peso. O clima é de final de verdade. Dois times muito parecidos, dois treinadores experientes, cascudos. Dorival é especialista em mata-mata. Diniz cresce a cada trabalho, mostrou evolução defensiva no Vasco e teve um toque de bola superior no último confronto. O jogo está completamente aberto. E além da taça, tem algo que pesa — e muito: mais de R$ 70 milhões em premiação. A Copa do Brasil paga, e paga muito.

Fecho o nacional e volto os olhos para Vila Oficinas, porque o Operário Ferroviário vem se movimentando — e bem — no mercado. Já são oito jogadores anunciados. Ailon chega como uma contratação importante: atacante técnico, bom posicionamento, sabe fazer gols. É reforço de peso. Edwin Torres, colombiano de lado, traz velocidade e profundidade, algo que o time precisa. Vinícius Diniz retorna e dispensa apresentações: meia conhecido, boa leitura de jogo, amplia as opções no meio-campo.

Na defesa, chega José Coenu, zagueiro colombiano, alto, experiente, com tudo para assumir a titularidade. Jean Paul vem como lateral-esquerdo que também pode atuar como zagueiro pela esquerda — jovem, versátil, jogador interessante para o Alex de Souza observar. No ataque de lado, Hilde Pereira, de Cabo Verde, 28 anos, velocidade e força física. Outra alternativa importante. Na lateral direita, Mikael Doka traz rodagem: Cascavel, São Joseense e passagem pelo futebol japonês. Experiência que pode fazer diferença.

E, para mim, uma das grandes contratações: Matheus Trindade. Volante de 29 anos, titular absoluto do Criciúma na última temporada. Não chega para disputar. Chega para vestir a camisa 5 e ser dono da posição. Primeiro volante, com perfil claro e liderança. Se tudo caminhar como se espera, será peça-chave.

Ainda existe a expectativa da chegada de mais um ou dois jogadores — fala-se em mais um lateral e um atacante de lado — o que fecharia o elenco com cerca de dez reforços. Se não neste fim de semana, no começo da próxima semana.

Não dá para ignorar: 2025 foi um ano de ajustes no Operário. Foram muitas vendas — oito, nove jogadores — o maior volume desta gestão. Reforçou o caixa, corrigiu buracos financeiros, recuperou investimentos. Mas também deixou um aprendizado claro: vender demais desestrutura o time. Futebol ensina, e ensina rápido.

Esse aprendizado, somado à experiência do conselho gestor, aparece no planejamento para 2026. O discurso é direto, sem rodeios: o objetivo é chegar à Série A. Não necessariamente ser campeão da Série B, mas estar entre os quatro que sobem. É ambicioso? É. Mas é um planejamento completo.

Alex de Souza, pela primeira vez na carreira, tem a chance de montar um time do zero, do jeito que pensa futebol, com tempo e estrutura. Agora é esperar que essas sementes plantadas deem frutos. Que o Fantasma comece bem o Paranaense, afinal é o atual campeão, avance mais na Copa do Brasil, seja competitivo na Sul-Sudeste e faça de 2026 uma temporada para marcar história.

Entre o Maracanã e Vila Oficinas, o futebol segue pulsando. E a gente segue junto, bola rolando.

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Ivan Vinícius
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Ivan Vinícius
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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