Bola Rolando – Operário cresce, cala Londrina e chega à 5ª fase da Copa do Brasil
Confesso: fazia tempo que eu não terminava uma transmissão com aquela sensação de “eu vi a história acontecer”. E foi exatamente isso que vivi nesta terça-feira. O Operário Ferroviário não apenas venceu o Londrina — ele se impôs, respondeu dentro de campo e carimbou, com autoridade, uma classificação inédita à quinta fase da Copa do […]

Confesso: fazia tempo que eu não terminava uma transmissão com aquela sensação de “eu vi a história acontecer”. E foi exatamente isso que vivi nesta terça-feira. O Operário Ferroviário não apenas venceu o Londrina — ele se impôs, respondeu dentro de campo e carimbou, com autoridade, uma classificação inédita à quinta fase da Copa do Brasil.
E não foi qualquer vitória.
Logo aos 15 minutos do primeiro tempo, Berto Pereira fez um daqueles gols que mudam o rumo de uma noite. Recebeu de Pablo, deixou o marcador para trás e bateu no ângulo. Um golaço. Ali, naquele momento, o Operário assumiu o controle do jogo — e não largou mais.
Confira o episódio na íntegra:
O time foi maduro. Soube administrar, soube competir e, principalmente, soube jogar fora de casa. Algo que pesa — e muito — em um confronto desse tamanho. Mas, como nem tudo no futebol vem sem emoção, o roteiro guardava tensão até o último segundo.
Aos 53 minutos do segundo tempo, veio um pênalti… no mínimo questionável. A bola bate no corpo e depois no braço do defensor. Lance interpretativo — e, na minha leitura, mal interpretado. Sem VAR, prevalece a decisão de campo.
Na cobrança, Bruno Santos. Do outro lado, Vagner.
E aí vem o momento que define heróis: Vagner foi gigante. Defendeu firme, sem rebote, no último lance do jogo. Apito final. Vitória do Operário.
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Ali, acabou não só a partida — acabou também a invencibilidade do Londrina na temporada. E, mais do que isso, caiu por terra aquele discurso de que o Tubarão era superior.
Dentro de campo, ficou claro: o Operário hoje é mais time.
Essa classificação tem peso histórico — e financeiro também. Somando as fases, o clube já garantiu mais de R$ 6,5 milhões em premiações. Dinheiro que muda planejamento, estrutura e ambição. E mais: agora o Fantasma entra de vez no grupo que encara os gigantes da Série A, em confrontos de ida e volta, com VAR e outro nível de exigência.
É outro campeonato.
E tem mais um ponto que não dá para ignorar: Luizinho Lopes. O treinador segue invicto. Desde que chegou, o Operário não perdeu. Campeão paranaense, competitivo na Copa do Brasil e com um time cada vez mais sólido.
Há um padrão. Há confiança. Há trabalho.
E enquanto tudo isso acontece, o calendário não dá trégua.
O Fantasma mal voltou de Londrina — madrugada, estrada, desgaste — e já olha para frente. No sábado, às 18h15, tem estreia na Série B, no Germano Krüger, contra o Atlético Goianiense.
E aqui vai minha leitura: o Operário entra nessa Série B não como coadjuvante. Pelo contrário. Pelo que vem mostrando, é um time que pode, sim, sonhar com algo maior. O acesso não é promessa — mas já deixou de ser apenas um sonho distante.
Claro, ainda é cedo. A competição é longa, pesada, cheia de armadilhas. Mas o início de temporada do Operário Ferroviário é daqueles que fazem o torcedor acreditar.
E, sinceramente, com razão.
Seguimos de olho. Porque 2026 promete — e o Fantasma já mostrou que quer ser protagonista.























