Bolsonaro deve voltar à prisão após negativa de prisão domiciliar por Moraes
O STF nega prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, alegando melhora em sua saúde. Ele deve retornar à prisão após alta hospitalar.

As movimentações políticas ganham intensidade à medida que a oposição busca pressões sobre o governo em relação a questões judiciais. Nesta quinta-feira (1º de janeiro), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão importante ao negar o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que este cumprisse prisão domiciliar por motivos humanitários antes de sua alta hospitalar.
O magistrado argumentou que não foram apresentados novos elementos que justificassem a concessão da medida, especialmente em relação a pedidos anteriores que já haviam sido indeferidos. Moraes também destacou que, após intervenções médicas recentes, o estado de saúde do ex-presidente demonstrou sinais de melhora, contradizendo as alegações de sua defesa.
A defesa de Bolsonaro havia argumentado que suas condições de saúde poderiam se agravar caso ele permanecesse no regime fechado. Os advogados mencionaram um precedente envolvendo o ex-presidente Fernando Collor, ressaltando a necessidade de cuidados especiais no pós-operatório. Contudo, Moraes reiterou que não houve agravamento na saúde de Bolsonaro, mas sim uma evolução positiva em seu quadro clínico, conforme indicado pelos laudos médicos apresentados.
Com a decisão do ministro, os advogados não conseguiram comprovar a urgência ou necessidade da prisão domiciliar em comparação com pedidos anteriores já rejeitados. Assim, após sua alta hospitalar, Jair Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para continuar cumprindo sua pena de 27 anos e três meses por sua participação em um plano golpista que visava reverter os resultados das eleições de 2022.
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