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Bombeiros alertam para os perigos escondidos em rios e cachoeiras

Brasil registra 16 mortes por afogamento por dia; maioria acontece em águas doces e afeta principalmente homens e crianças.

Brasil registra 16 mortes por afogamento por dia; maioria acontece em águas doces e afeta principalmente homens e crianças.
Foto: CBMPR
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Com a proximidade do Dia Mundial de Prevenção a Afogamentos, celebrado em 25 de julho, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça o alerta sobre os riscos escondidos em rios, lagos e cachoeiras, especialmente durante o verão e feriados prolongados. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), 76% das mortes por afogamento no Brasil ocorrem em ambientes naturais como rios, lagos e represas, locais que, apesar de belos, escondem armadilhas fatais.

Pedras escorregadias, fundos com lodo, buracos ocultos, correntezas e as chamadas “cabeças d’água” estão entre os principais riscos enfrentados por banhistas. A situação se agrava entre os homens, que, segundo a Sobrasa, têm seis vezes mais chances de se afogar em comparação às mulheres.

Dados nacionais mostram que 16 pessoas morrem afogadas todos os dias no Brasil. Dessas, quatro são crianças. O afogamento é a segunda maior causa de morte acidental em crianças de 1 a 4 anos de idade.

Prevenção é fundamental

O CBMPR, em parceria com a Sobrasa, desenvolve campanhas permanentes de conscientização para reduzir o número de vítimas. Entre as orientações mais importantes está o cuidado ao mergulhar em águas desconhecidas ou turvas. A recomendação é entrar sempre com os pés primeiro para verificar a profundidade e o tipo de terreno submerso. Mergulhos de cabeça em locais desconhecidos são extremamente perigosos e podem causar traumas irreversíveis.

Principais perigos nas cachoeiras e rios:

  • Mergulhos imprudentes: risco de batidas na cabeça e lesões graves.

  • Pedras escorregadias: cobertas de limo, aumentam o risco de quedas.

  • Fundos com lodo e buracos: causam afundamento repentino.

  • Correntezas fortes: podem arrastar banhistas desprevenidos.

  • Álcool: compromete a percepção dos riscos e deve ser evitado.

Como identificar uma cabeça d’água:

As chamadas cabeças d’água — aumento súbito do volume de água devido a chuvas fortes em áreas montanhosas — são uma das causas mais perigosas de afogamento em cachoeiras. Os sinais de alerta incluem:

  • Aumento repentino da vazão ou mudança na cor da água.

  • Presença de galhos, folhas ou detritos flutuando rapidamente.

  • Barulho forte de correnteza se aproximando.

Nesses casos, a orientação é sair imediatamente da água e buscar um local alto e seguro. Se surpreendido, o banhista deve manter a calma, tentar flutuar e pedir socorro. Importante: nunca tente realizar um resgate sem preparo técnico. Ligue para o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 e, se possível, lance objetos flutuantes para auxiliar a vítima até a chegada da equipe de salvamento.

A Sobrasa oferece, em seu site oficial, diversos materiais informativos e educativos sobre prevenção de afogamentos. A entidade conta com bombeiros militares de diferentes estados entre seus diretores, o que fortalece o trabalho conjunto na promoção da segurança em ambientes aquáticos.

O Dia Mundial de Prevenção a Afogamentos, instituído pela ONU, tem como objetivo alertar a população global para os perigos silenciosos que causam milhares de mortes todos os anos, muitas das quais podem ser evitadas com informação e precaução

Com supervisão de Marcos Silva.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Estagiário no Portal Boca no Trombone e estudante do 4º ano de Jornalismo na UEPG, atuo na produção de conteúdo jornalístico. Tenho interesse especial em jornalismo esportivo, área que venho explorando desde o início da graduação, unindo minha paixão pelo esporte e comunicação.
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