Uma família de Ponta Grossa vive momentos de angústia depois de uma complicação após um procedimento podológico que colocou a saúde de uma idosa em risco. O caso começou com o tratamento de uma unha encravada e evoluiu para uma infecção grave, internação hospitalar e ameaça real de amputação do pé.
Segundo a filha da paciente, a mãe procurou uma profissional que se apresentava como podóloga, mas que não forneceu certificação ou comprovação de formação. Na primeira consulta, o valor cobrado foi de R$ 700. Inicialmente, houve aparente melhora, porém, após um retorno cerca de 30 dias depois, a situação se agravou.
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No segundo atendimento, foi realizado um novo corte na unha e aplicada uma órtese de resina. Pouco tempo depois, a idosa passou a apresentar um processo inflamatório intenso, descamação da pele e infecção que se espalhou até a região do calcanhar. A família afirma que todos os produtos utilizados foram indicados pela própria profissional.
Necessidade de cirurgia
Com a piora do quadro, a paciente foi levada à UPA Santa Paula e, posteriormente, transferida para o Hospital Regional de Ponta Grossa (HU-UEPG). Exames, incluindo doppler, apontaram circulação quase inexistente na perna direita, justamente onde a infecção se desenvolveu. Diante da gravidade, um médico vascular solicitou cirurgia de emergência para evitar a perda do pé, segundo a família.
A paciente permaneceu cinco dias internada, sob uso de medicações fortes para dor, incluindo morfina. De acordo com a família, o material cirúrgico já havia sido autorizado, restando apenas a liberação de vaga em um hospital de referência na região de Curitiba.
Burocracia e piora no quadro clínico
No entanto, a família relata que, de forma inesperada, a idosa recebeu alta hospitalar. “O médico só deu essa solicitação de retorno na segunda e mandou ir ao posto de saúde. Só que liberou ela com o pé nesse estado e com dor”, relata a filha. No posto de saúde, a orientação foi de que seria necessário agendar nova consulta com um médico vascular, reiniciando todo o processo burocrático.
Em casa, a paciente segue com dores intensas, não consegue ficar em pé e apresenta sinais visíveis de piora no pé afetado. Segundo a família, já está confirmado que na segunda-feira, dia 26 de janeiro, ela retornará ao Hospital Universitário da UEPG (HU-UEPG) para um novo atendimento e reavaliação do caso.
Posicionamento do HU-UEPG
O portal BnT! Online entrou em contato com o HU-UEPG e até o momento da publicação da matéria não recebeu um retorno. O espaço segue aberto para um futuro posicionamento sobre o caso.


















