Câmara aprova projeto que prevê cartilhas sobre parto humanizado para gestantes em PG
Câmara de Ponta Grossa aprova projeto que prevê cartilhas sobre parto humanizado e violência obstétrica para gestantes atendidas nas UBS

A proposta prevê que o material seja entregue gratuitamente às gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante o acompanhamento do pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.
OORIENTAÇÃO NO PRÉ-NATAL
Conforme o projeto aprovado, as cartilhas deverão ser disponibilizadas a partir do segundo trimestre da gestação, entre 20 e 28 semanas, com reforço das orientações no terceiro trimestre, a partir de 32 semanas.
A entrega do material ficará sob responsabilidade das equipes de saúde que acompanham as gestantes, incluindo enfermeiros, médicos obstetras, técnicos e auxiliares de enfermagem, além dos agentes comunitários de saúde no reforço educativo durante o pré-natal.
O objetivo é garantir que as mulheres tenham acesso a informações sobre seus direitos, cuidados durante a gestação e práticas recomendadas para o momento do parto.
DIREITOS DAS GESTANTES
A cartilha sobre violência obstétrica deverá abordar temas como o conceito da prática, cuidados durante o parto, indicações da cesariana, valorização do protagonismo da mulher e boas práticas durante o pré-natal e nascimento.
Já o material sobre parto humanizado deve trazer orientações sobre medicina baseada em evidências, fisiologia do parto, assistência multiprofissional, cuidados com o recém-nascido, contato pele a pele quando possível, amamentação e liberdade da mulher na escolha da posição durante o parto.
DISTRIBUIÇÃO NAS UBS
O texto estabelece que os materiais sejam disponibilizados gratuitamente em todas as UBS de Ponta Grossa. As cartilhas também deverão informar canais oficiais para denúncias e orientações relacionadas ao tema.
A proposta permite ainda que o Município firme parcerias com instituições de ensino, conselhos profissionais, entidades da sociedade civil e maternidades conveniadas ao SUS para elaboração e atualização dos conteúdos.
Na justificativa do projeto, a medida busca ampliar o acesso à informação, fortalecer o atendimento humanizado e contribuir para a prevenção de situações de desrespeito durante a gestação e o parto.
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