Campanha de Flávio contesta relatório do TSE
A campanha do senador Flávio Bolsonaro divulgou nota em que contesta o relatório do TSE sobre um canal de WhatsApp. A equipe acusa o canal de apagar mensagens em massa para inviabilizar a fiscalização e critica a condução do corregedor-geral da Justiça Eleitoral.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma nota nesta semana contestando o relatório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre um canal de WhatsApp supostamente ligado ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe do senador reiterou a acusação de que o canal seria utilizado para “difusão em massa também de conteúdo abertamente desinformativo”, com “a estratégia de apagar sistematicamente comandos e os conteúdos disparados, justamente para inviabilizar” a fiscalização da plataforma e do TSE.
Segundo a equipe do senador, a dinâmica teria ficado evidente na madrugada do dia 8 de outubro, quando 219 publicações teriam sido apagadas em um intervalo de 18 minutos. Apesar de removidos do canal de WhatsApp, a equipe de Flávio salienta que esses vídeos continuaram ativos em outras redes sociais, somando 920 mil e 3,1 milhões de visualizações, respectivamente.
A controvérsia ganhou novos contornos no domingo (11), quando o presidente do TSE, Nunes Marques, atendeu ao pedido de Flávio e suspendeu o canal. Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a ordem e liberou o canal. Cueva já analisava o pedido da campanha do candidato do PL contra o canal e havia solicitado mais informações. Pouco depois desse pedido do ministro, os advogados de Flávio acionaram diretamente Nunes Marques, que suspendeu o canal.
Disputa processual e críticas ao corregedor
Na liminar, o corregedor afirmou que a utilização de vias processuais distintas não pode converter-se em mecanismo de escolha sucessiva do julgador. A equipe do senador voltou a criticar a condução do caso pelo corregedor, afirmando que solicitou segredo de justiça na tramitação da ação para que a Meta, controladora do WhatsApp, fosse intimada a preservar integralmente todos os dados e conteúdos antes que fossem destruídos.
Contudo, a nota aponta que Cueva optou por retirar o sigilo dos autos dois dias após o protocolo sem determinar previamente a preservação cautelar das informações. “Isso, a despeito do alerta explícito feito na inicial de que a metodologia usada para burlar o controle da Justiça Eleitoral passava pelo apagamento sistemático de dados. Não é surpresa que nada mais fosse encontrado no canal”, pontuou a campanha.
Entenda o caso
A disputa gira em torno de um canal de WhatsApp que, segundo a campanha de Flávio, era usado para disseminar desinformação contra o senador e a favor de Lula. A equipe alega que o canal apagava mensagens rapidamente para evitar a fiscalização da plataforma e do TSE. O pedido inicial de suspensão foi feito ao corregedor Cueva, que solicitou mais informações antes de decidir. No entanto, os advogados de Flávio acionaram o presidente do TSE, Nunes Marques, que concedeu a liminar suspendendo o canal.
Horas depois, Cueva derrubou a decisão e liberou o canal, gerando críticas da campanha.
A nota da campanha destaca que a retirada do sigilo dos autos sem a preservação cautelar dos dados teria permitido que as evidências fossem apagadas. A equipe afirma que alertou explicitamente sobre a metodologia de apagamento sistemático, mas o corregedor não teria adotado as medidas necessárias. A campanha também questiona a conduta processual, sugerindo que a decisão de Cueva beneficiou o canal.
Próximos passos
Até o momento, não há informações sobre novos recursos da campanha de Flávio. O TSE não se pronunciou oficialmente sobre a nota divulgada pela equipe do senador. O caso segue em análise na Justiça Eleitoral, e novas decisões podem ser tomadas nos próximos dias. A campanha de Flávio afirma que continuará acompanhando a tramitação e cobrando a preservação das provas.
O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando o desenrolar do caso e trará atualizações assim que novas informações forem divulgadas.























