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Casaquinho, por Renata Regis Florisbelo

Crônica delicada relembra o afeto e a simbologia do “casaquinho” que acompanha gerações — mais que proteção contra o frio, um elo com a memória e o cuidado.

Renata Regis Florisbelo
#Foto: Youtube/BnT Online
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Nem precisava estar tão frio. Bastava um ventinho para a mãe recomendar:

  • Leva o casaquinho!

E aquela mãe também recorria a um casaco leve para portar em todas as saídas, fosse perto ou longe. Igualmente era coisa de tia e de madrinha, desde cedo a criança escutando insistentes recomendações a impor a tal indumentária.

Ao corpo foi se acostumando e o corpo a ele. Incontáveis vezes seguia a peça na mão de quem a portaria se assim sentisse necessidade. Quase uma extensão da mão ou dos braços. Passeios ou no trabalho, o casaquinho era mascote era inseparável.

Triste, tristeza completa quando é perdido, reconhecer que de tanto carregá-lo para todos os lados foi esquecido num canto qualquer, casa de alguém, loja, igreja… E agora, como perdoar a si mesmo pela negligência e abando do incapaz, mas bem sagaz casaqueto?

Um alívio rememorar, passar pela mente os anos e reconhecer que nunca esqueci nenhum e também nunca esqueci de nenhum.

Autoria: Renata Regis Florisbelo

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Nara Souza
Autoria
Nara Souza
Jornalista graduada e pós-graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Tem experiência em revisão de textos, redação jornalística, produção editorial de materiais didáticos para EaD, assessoria de imprensa, jornal impresso e televisão. Redatora Web no Portal BnT Online desde março de 2025.
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