Ponta Grossa

Catedral de PG é alvo de pichadores, ladrões e arrombadores

Uma mulher chegou a ter a bolsa roubada de dentro da sacristia. Os vândalos além de pichar muros e paredes, também quebraram a torre de mármore

O entorno da Catedral Sant’Ana precisa de mais segurança. Já há algum tempo ladrões, arrombadores e pichadores tem causado transtornos e prejuízo a moradores e frequentadores não só da igreja como de bares e da academia localizados na região. Uma paroquiana chegou a ter a bolsa roubada de dentro da sacristia, em um dos dias que servia durante a missa. Os vândalos além de pichar muros e paredes, quebraram a torre de mármore em uma das ações.

      “Há muito tempo vem acontecendo, só que está piorando nos últimos dois meses. Esse final de semana, foram pichações, mas já soubemos de assaltos, arrombamento dos carros estacionados nas ruas laterais, sem falar de bêbados urinando e defecando nos muros da igreja”, comenta o coordenador do Conselho Pastoral Paroquial, Bruno Mansani Sad, contando também que, essa semana, tentaram roubar as ferramentas dos pedreiros, “mas vimos ele e fomos atrás. Acabou levando só uma vassoura”, acrescentou. A Catedral está recebendo alguns reparos nos últimos meses.

     Além das pichações, também nesse final de semana, segundo o coordenador, um veículo acabou colidindo com a parede da secretaria, abrindo um buraco na estrutura. O proprietário procurou a paróquia e se responsabilizou pelos danos. As imagens de tudo o que acontece ao redor da igreja são registradas por câmeras de segurança e, apesar de a paróquia contar com monitoramento 24 horas e alarme, os seguranças só se deslocam até a Catedral se os sensores captarem movimento interno e houver o disparo do sinal sonoro. “Como eles não chegam a invadir na igreja, o alarme não dispara”, justifica Bruno Sad. As imagens, no entanto, têm ajudado os proprietários dos carros arrombados, que podem levá-las até a Polícia. São, em média, três veículos por semana. Um dos carros arrombados pertencia, inclusive, a uma catequista da paróquia.

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Roubo
     Sobre o roubo da bolsa, Zélia Marochi lembra que foi ainda no tempo da pandemia da Covid 19. “Eu estava servindo como comentarista. Roubaram minha bolsa, de dentro da sacristia, com documentos pessoais, cartões de crédito, cheques e mais uma quantia razoável em dinheiro. Vimos pelas câmeras o rapaz, saindo calmamente da sacristia, com minha bolsa na mão. Fiz boletim de ocorrência, veio a Polícia Militar e a Guarda Municipal, mas nada foi encontrado”, lamenta Zélia. “Precisamos de mais patrulhamento policial. No entanto, é bom tomar cuidado, porque aos domingos, alguns cuidadores de carros que ficam por ali, são pessoas pobres, mas honestas. É bom não confundi-las”, alerta.

     “Estamos pensando em colocar uma câmera com sistema analítico, que fica monitorando 24 horas, mas é bem caro”, afirma o coordenador, que procurou a Polícia quando das pichações. “Foram bem solícitos, mas não conseguimos pegar os caras. Dos arrombamentos, dizem que, depois que arrombam, não podem fazer nada. Precisamos de rondas constantes, colocar câmeras da Guarda (Municipal) ali, já que é um ponto bem perigoso”, aponta o coordenador paroquial.

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