A conta exorbitante da Sanepar em Ponta Grossa é alvo de denúncia feita por uma moradora do Jardim Maracanã, que afirma estar há aproximadamente um mês sem abastecimento de água. Viúva, 49 anos, mãe de duas crianças de 11 e 8 anos, ela vive exclusivamente com cerca de R$ 700 mensais provenientes de benefício social.
Segundo a moradora, o consumo médio da residência é de 7 m 3 por mês, considerado baixo para uma família de três pessoas. Mesmo assim, ela relata ter recebido cobranças elevadas e sucessivas renegociações que, conforme afirma, tornaram a dívida impossível de ser quitada.
A mulher explica que já tentou negociar o débito mais de uma vez, mas não conseguiu manter os pagamentos por absoluta impossibilidade financeira. “Não é falta de vontade. Eu não tenho condições”, afirmou. Ela também destaca que é cadastrada no CadÚnico e possui direito à tarifa social, o que, em tese, garantiria condições diferenciadas de cobrança.
De acordo com o relato, mesmo após renegociações, novos talões continuaram chegando com valores considerados altos. A situação culminou no corte do fornecimento. Desde então, a família depende da solidariedade de vizinhos para atividades básicas. A moradora conta que utiliza galões e carrinho de mão para buscar água em casas próximas e que as filhas precisam tomar banho fora de casa.
Ela afirma ainda que levou a situação ao Poder Judiciário, alegando violação de direitos básicos das crianças, especialmente no que se refere à higiene e à dignidade. O caso levanta questionamentos sobre a aplicação da tarifa social e os critérios de cobrança em situações de vulnerabilidade extrema.
A reportagem entrou em contato com a Sanepar no dia 17 de fevereiro solicitando esclarecimentos sobre o caso e informações sobre os procedimentos adotados em situações semelhantes. Até o momento da publicação, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da companhia.
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