O contragolpe de Ratinho junto ao Partido Liberal parece à primeira vista um ataque direto e centrado a Sérgio Moro. Mas na prática o jogo é mais estratégico. Ratinho esvazia o PL no interior, tira prefeitos, vereadores e demais lideranças, ganha força no território e reduz a capilaridade do adversário.
Só que essa base nunca foi de fato de Sérgio Moro. Enquanto isso, Moro já tem uma vantagem clara, candidatura posta, estrutura encaminhada e até vice definido. Dentro do PL, tende a concentrar mais tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral e ainda uma fatia relevante do fundo eleitoral.
De outro lado, Ratinho ainda não apresentou o nome consolidado para disputa e isso muda o peso do movimento. No fim, o PL pode ser um problema menor para Ratinho do que parece, porque o objetivo não é só enfraquecer um adversário, é controlar o cenário. Hoje, Moro está mais pronto, Ratinho ainda está montando o jogo. Quem viver, verá.
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