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“Ratinho não tem uma escolha boa, apenas diferentes tipos de problema”, por Gleidson Carlos

O xadrez político paranaense rumo ao governo do Estado está longe de um desfecho simples, e, ao que tudo indica, sem uma saída confortável para o grupo governista. No PSD do governador Ratinho Júnior, o cenário que antes contava com três pré-candidatos agora se afunila. A saída do ex-prefeito Rafael Greca para o MDB alivia […]

“Ratinho não tem uma escolha boa, apenas diferentes tipos de problema”, por Gleidson Carlos
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O xadrez político paranaense rumo ao governo do Estado está longe de um desfecho simples, e, ao que tudo indica, sem uma saída confortável para o grupo governista.

No PSD do governador Ratinho Júnior, o cenário que antes contava com três pré-candidatos agora se afunila. A saída do ex-prefeito Rafael Greca para o MDB alivia a pressão interna, mas não resolve o impasse central: a escolha entre Guto Silva e Alexandre Curi.

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A decisão, longe de pacificar o grupo, pode redesenhar o tabuleiro. Caso opte por Guto, Ratinho corre o risco de provocar uma ruptura. Alexandre Curi, com base consolidada e forte influência política, não dá sinais de que aceitará um papel secundário, como uma eventual candidatura ao Senado. Uma saída do partido não apenas enfraqueceria o PSD, como poderia reposicioná-lo como peça-chave em outro projeto eleitoral.

Por outro lado, escolher Curi também não é isento de custos. Guto é um nome de confiança do núcleo do governo e sua preterição pode gerar desconfortos internos e perda de alinhamento em setores estratégicos da gestão.
Enquanto o grupo governista busca equilíbrio, o campo adversário observa e avança. O senador Sergio Moro ganha tração com a sinalização de apoio do PL, ampliando seu espaço no eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo. A possível migração partidária reforça a leitura de que Moro pode consolidar uma candidatura competitiva.

Nesse cenário, a federação entre União Brasil e PP surge como peça-chave. Embora haja resistência interna em embarcar diretamente na candidatura de Moro, especialmente diante da influência do grupo de Flávio Bolsonaro, uma saída pragmática começa a ganhar forma nos bastidores.

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A alternativa seria ocupar a vice na chapa, com um nome de peso como Cida Borghetti, ligada ao deputado Ricardo Barros. A estratégia permitiria à federação manter protagonismo sem assumir integralmente os riscos da cabeça de chapa.

No fim das contas, o dilema de Ratinho Júnior é claro: qualquer escolha resolve um problema imediato, mas cria outro adiante. Em um cenário fragmentado e em constante movimento, o maior desafio não é apenas escolher um nome, é evitar que a decisão reorganize o jogo contra si.

Gleidson Carlos
Autoria
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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