Copas do Mundo: uma paixão que atravessa gerações, por John Elvis
Copa do Mundo, memórias e expectativas: John Elvis analisa a trajetória do Brasil, a busca pelo hexa e os desafios da Seleção.

Comecei a assistir e a me interessar por Copa do Mundo no já longínquo ano de 1986, na inesquecível Copa do México.
Em 1990, acompanhei praticamente todos os jogos pela antiga TV Bandeirantes, que adotava o slogan “O Canal da Copa”. Foram transmissões marcantes, assim como hoje o YouTube leva a competição para milhões de pessoas ao redor do mundo.
Naquela Copa da Itália, o Brasil acabou eliminado pela Argentina, que, curiosamente, havia sido derrotada por Camarões na abertura do torneio. Os africanos foram a grande sensação daquela edição.
Depois disso, vivemos uma sequência histórica: três finais consecutivas de Copa do Mundo. De tricampeão, o Brasil passou a pentacampeão. Foram decisões contra Itália, França e Alemanha. Desde então, porém, o tão sonhado hexa ficou entalado na garganta. Já se aproxima de um quarto de século de espera.
Voltando aos dias atuais, a Seleção fez o que dela se esperava: venceu por 3 a 0 um adversário tecnicamente inferior. Foi uma vitória protocolar. A tendência é que consiga a classificação com tranquilidade no próximo compromisso. Mas é justamente a partir daí que devemos colocar as barbas de molho.
Nós, brasileiros, temos a seleção mais vencedora da história, grandes jogadores e a camisa mais pesada do futebol mundial. Mas isso, no futebol moderno, não garante absolutamente nada. A soberba nunca foi boa companheira. Humildade, trabalho e concentração aumentam as chances de sucesso.
Na teoria, os dois finalistas da Copa de 2022 ainda parecem estar um passo à frente. Também se fala muito em Espanha, Alemanha e Portugal, seleções que considero em um nível bastante próximo ao do Brasil.
Sempre torço para que as seleções sul-americanas façam boas campanhas. Também tenho uma admiração especial pelas equipes africanas. Acredito que um dia um país da África conquistará a Copa do Mundo. Não sei quando, mas acredito que esse momento chegará.
Por enquanto, seguimos com o seleto grupo dos oito campeões mundiais — e um deles sequer está disputando esta edição.
Agora é esperar os próximos capítulos.
Vai, Brasil!
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John Elvis Ribas Ramalho
Colunista do BNT
Apaixonado por Copa do Mundo
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