SEXTA-FEIRA · 17 JUL 2026Ponta Grossa 15°C ☀️
Publicidade
Esporte

Corinthians é alvo de investigação por suposta sonegação fiscal

Investigação apura possíveis crimes contra a ordem tributária cometidos nas gestões de 2023 e 2024.

Investigação apura possíveis crimes contra a ordem tributária cometidos nas gestões de 2023 e 2024.
Fotos: Fernando Moreno e Rodrigo Coca
Publicidade

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar supostos crimes tributários cometidos pelo Sport Club Corinthians Paulista. A investigação foi instaurada no dia 30 de abril, após solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e determinação da Justiça. O clube é suspeito de ter praticado sonegação de impostos, conforme tipificado nos artigos 1º e 2º da Lei nº 8.137/1990, que trata de crimes contra a ordem tributária.

Os débitos investigados envolvem períodos distintos: o final de 2023, sob a gestão do então presidente Duilio Monteiro Alves, e parte de 2024, já na administração de Augusto Melo. Os valores e detalhes do caso seguem sob sigilo judicial.

O Ministério Público solicitou que o inquérito seja concluído em até quatro meses. No entanto, o prazo pode ser estendido, conforme o andamento das diligências.

Nota do clube

O Corinthians divulgou um comunicado oficial por meio do seu departamento jurídico.

“A gestão interina do Sport Club Corinthians Paulista informa que tem conhecimento do inquérito e que, neste momento, está adotando as medidas jurídicas cabíveis para o esclarecimento das dúvidas das autoridades.”

O que diz a lei

A Lei nº 8.137/1990 prevê sanções para quem comete fraudes fiscais, como omitir informações ao Fisco, falsificar documentos ou deixar de recolher tributos descontados de terceiros. Entre os crimes investigados estão:

  • Omissão de informações ou declarações falsas às autoridades fiscais;

  • Fraude em livros e documentos fiscais;

  • Emissão de notas fiscais falsas ou inexatas;

  • Não recolhimento de tributos retidos;

  • Manipulação contábil para alterar dados fornecidos ao Fisco.

As penas variam de seis meses a cinco anos de prisão, além de multa, dependendo da gravidade do delito. A investigação segue em fase preliminar e pode ter desdobramentos conforme novos elementos forem reunidos pelas autoridades.

Com supervisaõ de Marcos Silva.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
Ver todas as matérias →
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede