A CPI da Clinicão em Ponta Grossa avança para uma nova etapa e deve ter sua comissão definida nesta terça-feira (15), conforme revelou a vereadora Teka dos Animais em entrevista ao BnT News sobre a investigação do contrato de atendimento veterinário no município.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito foi aprovada com apoio de pelo menos nove vereadores, número superior ao mínimo exigido, o que evidencia o fortalecimento político da proposta. A articulação marca uma mudança em relação a tentativas anteriores que não haviam conseguido assinaturas suficientes.
Durante a entrevista ao BnT News, a vereadora explicou que o próximo passo será reunir os parlamentares que apoiaram a abertura da CPI.
“Agora a gente vai fazer uma reunião com todos os vereadores que assinaram a CPI para formar a comissão”, afirmou .
FORMAÇÃO DA CPI
A comissão será composta por cinco vereadores, responsáveis por conduzir os trabalhos investigativos. Entre as funções estão presidente e relator, além dos demais membros.
Após a definição dos integrantes, a CPI deve iniciar a fase de coleta de documentos, análise de contratos e convocação de envolvidos para prestar esclarecimentos.
A vereadora reforçou que o objetivo é aprofundar as denúncias já levantadas.
“O objetivo prático dessa CPI é apurar todas as irregularidades e punir os responsáveis”, disse .
IRREGULARIDADES EM INVESTIGAÇÃO
Entre os principais pontos que devem ser analisados estão falhas na prestação de serviços, condições estruturais e possíveis inconsistências na execução do contrato firmado com a empresa responsável pelo atendimento.
Durante a entrevista ao BnT News, Teka citou exemplos de problemas já identificados.
“A questão da higiene, a locação dos animais e outras falhas que nós já identificamos não condizem com o que foi contratado”, declarou .
Ela também destacou que já solicitou anteriormente a rescisão do contrato e mantém essa posição.
POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS
Caso a CPI confirme irregularidades, o relatório final poderá ser encaminhado ao Ministério Público, que deverá avaliar eventuais medidas legais.
“O nosso trabalho é fiscalizar e encaminhar para os órgãos competentes. Depois cabe à Justiça fazer os trâmites”, explicou .
A investigação também pode resultar em recomendações administrativas, incluindo a possibilidade de rompimento do contrato, dependendo das conclusões.
O caso segue mobilizando a sociedade civil e ampliando o debate sobre a qualidade do atendimento veterinário público em Ponta Grossa, especialmente no que diz respeito aos animais em situação de vulnerabilidade.
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