O curso de medicina veterinária da UEPG em Castro está cada vez mais próximo de se tornar realidade. O Governo do Estado autorizou a criação de um grupo de trabalho responsável por estruturar a implantação da graduação no município, com expectativa de que o decreto oficial seja assinado em março pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior. A previsão inicial é de que o primeiro vestibular ocorra em 2026, com início das aulas em 2027.
O compromisso foi assumido pelo secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, durante reunião com representantes da Prefeitura de Castro, da Cooperativa Castrolanda e da UEPG. A proposta é que o curso seja instalado dentro do Parque Tecnológico do Agroleite, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e setor produtivo. “Nós queremos organizar aqui um curso de referência aliado à estrutura do Parque Tecnológico, para que tenhamos formação de pessoas e produção de conhecimento, contribuindo para a melhoria e aceleração do processo produtivo, gerando ganho econômico e social”, destacou Bona.

O prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso, classificou o anúncio como histórico para o município. “Estamos com o projeto de transformar Castro em um polo regional de desenvolvimento, e um dos braços que faltava era o ensino superior. Hoje damos um passo decisivo. Estamos criando um novo modelo que será exemplo para o país, e tenho certeza de que seremos referência nacional em medicina veterinária”, afirmou.
Para o presidente da Cooperativa Castrolanda, Willem Bouwman, a chegada do curso representa mais um avanço dentro do projeto do Parque Tecnológico Agroleite. “Nós, como cooperativa, temos a preocupação de desenvolver a agropecuária e o setor leiteiro da região, para que possamos ser exportadores de conhecimento e desenvolvimento para o mundo. Além disso, queremos proporcionar aos jovens oportunidades de formação e emprego”, ressaltou.
O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, explicou que a escolha por Castro se deve à relevância do município no cenário agropecuário. “Castro possui a maior produção leiteira do Estado e cooperativas do porte da Castrolanda. Essa aproximação da universidade com o setor privado permitirá uma formação mais completa aos acadêmicos. Será o primeiro curso de medicina veterinária público dentro de uma indústria, unindo teoria e prática junto aos cooperados e colaboradores”, afirmou.

Além do curso, o Parque Tecnológico Agroleite também sediará o Laboratório do Leite, fruto de parceria entre o Governo do Estado e a Cooperativa Castrolanda. O investimento de R$ 20 milhões permitirá pesquisas em genética, nutrição e desenvolvimento de novos produtos lácteos. Para o vice-reitor da UEPG, Ivo Mottin Demiate, a integração entre o laboratório e o curso cria um ambiente único de inovação. “A vinculação desse novo curso da UEPG com um ambiente de pesquisa aplicada ao agronegócio do leite é mais uma inovação e tende a formar profissionais com forte perfil científico e tecnológico”, avaliou.
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